sábado, 15 de dezembro de 2012

Muro das Lamentaçõe, Jerusalém, Israel




Judeus rezando no Muro das Lamentações no ano de 1889 


Em 1854, antes mesmo do início do movimento sionista (sua primeira convenção foi no ano de 1897), a população judaica da Palestina já era de dezenas de milhares. De acordo com o censo Otomano, como reportado por Marx, a maioria da população de Jerusalém era judia já em 1844.
Como sabemos, Karl Marx não demonstrava nenhum apreço por suas origens judaicas (seus pais eram judeus convertidos ao protestantismo por razões econômicas). No seu "A questão judaica" (1843) ele é tão virulentamente anti-judeu que até anti-semitas austríacos costumavam republicar seus escritos.
Já em cartas endereçadas a Engls ele se referia aos seus oponentes com origens judaicas em termos tão odiosos que hoje o levariam a prisão. Apesar de tudo isso, em um artigo escrito em 1854, após uma viagem para a Palestina sob o domínio do Império Turco Otomano, Marx focou sua atenção na vida dos judeus da Terra Santa. Curiosamente, esse artigo parece ser o único momento de sua vida em que ele demonstra alguma empatia para com os judeus:

"Os muçulmanos, formando cerca de quarta parte do todo, e constituídos por turcos, árabes e mouros, são, naturalmente, os mestres em todos os aspectos, já que eles não são afetados de forma alguma pela fraqueza de seu governo em Constantinopla. . . Nada se compara a miséria e ao sofrimento dos judeus em Jerusalém, ondehabitam o bairro mais sujo da cidade, chamado de  Hareth-el-yahoud, este quarteirão de imundice entre o Monte Sião e o Monte Moriá , onde estão situadassuas sinagogas  eles são os objetos constantes da opressão e intolerância dos muçulmanos, insultados pelos gregos, perseguidos pelos latinos e vivendo apenasdas escassas esmolas, enviadas pelos seus irmãos europeus."

Publicado no New York Daily Tribune em 15 de abril de 1854. Ver Marx/Engels, Collected Works, Volume 13 (1980), pp. 100-108. A passagem citada aparece nas páginas 107-108.

Na continuação Marx ainda informa, baseado no censo conduzido pelo imperio Otomano, que a população de Jerusalém era de 15.500 habitantes - 8.000 judeus e 4.000 muçulmanos (incluídos aí árabes, mouros e turcos).


Desde então os judeus sempre formaram a maioria da população da cidade - inclusive na parte oriental, de onde só saíram como refugiados depois da ocupação de Jerusalém pela Jordânia (1948-1967), quando a maioria de suas propriedades foi ocupada por árabes. 

http://en.wikipedia.org/wiki/Islamization_of_Jerusalem_under_Jordanian_occupation

Dawood Hosni (1870 – 1937)




Dawood Hosni, cujo nome hebraico era David Khadr Hayyim Halevi, nasceu em 1870 e foi criado no Cairo, Sanadekeya, no distrito de Gamalia.

Com suas composições ele superou seus antecessores e contemporâneos e elevou o padrão da música oriental a alturas nunca antes alcançadas.
Ele foi o primeiro compositor no Oriente Médio a compor uma ópera – Sansão e Dalila – em árabe. Sua apresentação no teatro foi considerada pelos críticos da época como "um evento único na história da música árabe".

Em 1906, ele recebeu o primeiro prêmio no Congresso Musical em Paris, pela composição de sua famosa canção أسير العشق. Já em 1932, durante a Convenção de Música realizada no Cairo, ele foi saudado como o construtor de uma “herança imortal na arte musical egípcia”.

Mas nem todas as distinções e sua importância no cenário cultural do país impediram Dawood de sofrer com o anti-semitismo egípcio. A seguinte conversa, entre ele e seu amigo Tal'at Harb, se deu quando falavam sobre a possibilidade de Hosni dirigir o teatro egípcio:

Tal'at: Você sabe, Dawood, o quanto eu queria que você fosse responsável peloteatro, mas ya khusartak fi'l Yahud (é uma pena que sejas judeu).   

Hosni: Tal'at, eu nasci judeu, levo uma vida judaica e morrerei um judeu...

Mourad El Kodsi (Murad Al-Qudsi), Just for the Record-- In the History of the Karaite Jews of Egypt in Modern Times, Wilprint inc., 2002, p.218.

Franji Synagogue, Syria



 
Sinagoga Ilfrange, Damasco, Síria


A sinagoga da foto acima é uma das que o ditador Bashar al-Assad reformou com dinheiro público, numa esperta jogada de marketing, como forma de chamar a atenção mundial para pontos turísticos de seus país e para a tolerância de seu governo e população. Uma pena que a comunidade judaica do país, uma das mais antigas do mundo - com mais de dois milênios -  já tenha sido praticamente extinta, graças a perseguições, massacres...
A bela sinagoga não tem freqüentadores ou serviços religiosos. Serve apenas como lembrança de uma história milenar apagada pelo pan-arabismo e pela tolerância islâmica.   

________________________________________________

Natural de Homs, cidade que virou o centro dos protestos contra o regime sírio, o cristão Shaher Meida explica em bom português por que apoia incondicionalmente o ditador Bashar Assad. “Com ele temos proteção”, diz ele, que morou um ano em Belo Horizonte. “Sem Assad, o risco é a Síria virar um novo Iraque”. O temor de Meida é uma das explicações por trás do apoio que as minorias do país devotam ao regime, ainda que muitos critiquem o Estado policial e anseiem por mais liberdade. Formado por cristãos, muçulmanos, alauítas e drusos, a Síria é um dos poucos países do Oriente Médio em que diferentes grupos religiosos e sectários 'coexistem'. 
Mas essa aparente harmonia começou a sofrer rachaduras com os protestos iniciados em março, despertando fantasmas de uma guerra sectária. Esse risco é ressaltado pelo regime. A alternativa a Assad, adverte, é o caos. Real ou exagerado, o perigo colocou as minorias em pânico, sobretudo a cristã, que constitui 10% da população de 23 milhões. O temor é que grupos islâmicos cheguem ao poder e que se repitam as perseguições ocorridas no Egito e no Iraque ou um cenário de guerra civil, como no Líbano.

________________________________________________

Setenta e cinco anos atrás, um grupo de seis notáveis alauítas - grupo religioso do qual fazem parte o ditador Bashar el-Assad e a elite política da Síria - enviou uma carta aos franceses, na época em que eles e os britãnicos dividiam arbitrariamente o Oriente Médio, destruindo comunidades milenares para apaziguar os muçulmanos. Na carta eles explicavam o motivo de se recusarem a fazer parte da Síria muçulmana e dominada por sunitas [que os consideram infiéis]. Como exemplo, eles apontavam o tratamento dispensado aos judeus pelos muçulmanos na Palestina:

A situação dos judeus na Palestina é a mais forte e explícita evidência da militância islâmica em seu tratamento daqueles que não pertencem ao islã. Esses bons judeus contribuíram para os árabes com civilização e paz, e estabeleceram prosperidade na Palestina sem tomar nada a força e sem prejudicar a ninguém, ainda assim, os muçulmanos declaram guerra santa contra eles e nunca hesitaram em massacrar suas mulheres e crianças, apesar da presença da Inglaterra na Palestina e da França na Síria. 
Portanto, um destino sombrio aguarda os judeus e outras minorias no caso de o mandato britânico ser abolido e da Síria muçulmana e da Palestina muçulmana serem unidas... o objetivo final dos árabes muçulmanos.”

Entre os signatários estava Suleiman (Sulayman) el-Assad, avô de Bashar el-Assad.


Syria's crackdown
The Lost Cause of Alawite Zionism   
Alawites: Don't do to us what Muslims did to Jews 
How Syria and Lebanon became emptied of Jews

Sinagoga Maimônides, Alexandria, Egito


Sinagoga Maimônides, Alexandria, Egito

Moisés Maimônides foi um filósofo, rabino, legislador e médico. Apesar de ter nascido no mítico paraíso multicultural de al-Andalus (a Península Ibérica sob domínio muçulmano), ele teve que fugir aos treze anos por conta de perseguições religiosas. Durante mais de uma década sua família vagou pelo sul da Península Ibérica e norte da Africa em busca de um local seguro,até encontrar refúgio no Egito, sob domínio do curdo Saladino.

Quando o sultão Saladino assumiu o poder, no fim do século XII, houve uma revolta dos muçulmanos xiitas contra ele e, ao mesmo tempo, a população judaica do Iêmen foi perseguida e houve tentativas de conversão forçada. Além disso, um judeu convertido ao Islã passou a pregar contra os judeus e um falso messias apareceu. A moral do povo judeu estava acabada. Vendo isso, um estudioso iemenita escreveu a Maimônides pedindo ajuda. Ele respondeu em diversas cartas que ficaram conhecidas como Iggeret Teiman (Epístola ao Iêmen). Em um trecho das cartas Maimônides escreve: 

"... Por causa dos nossos pecados Deus nos colocou no meio deste povo, da nação de Ismael [isto é, os muçulmanos], que nos perseguem severamente e que elaboram maneiras de nos prejudicar e de nos humilhar .... Nenhuma nação foi mais prejudicial a Israel. Nenhuma conseguiu igualar a degradação e a humilhação que eles nos impingiram. Ninguém foi capaz de nos reduzir como eles têm feito .... Nós temos suportado a degradação, suas mentiras e seus absurdos, que estão além do poder humano suportar .... Nós fizemos como nossos sábios - de abençoada memória - nos instruíram, suportando as mentiras e absurdos de Ismael .... mas apesar de tudo isso, não somos poupados de sua ferocidade, de suas iniqüidades e de seus repentinos ímpetos violentos. Pelo contrário, quanto mais sofremos e tentamos nos conciliar com eles, mais eles optam por nos agredir."

Essa é uma afirmação extremamente forte, ainda mais considerando que Maimônides sabia da violência antijudaica dos cruzados na Europa.

__________________________________________
Há alguns dias atrás, foi descoberto que o muçulmano encarregado de guardar a sinagoga da foto, que leva o nome de Maimônides - e onde ele rezava antes de se mudar para cidade de Fostat - se apossou da propriedade e que impede o acesso dos verdadeiros donos.

Muslim caretaker takes over Alexandria community  

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Revisionismo "palestino"



Selo emitido na Palestina durante o mandato britânico em 1927. Do lado esquerdo o original, com inscrição em hebraico e árabe com a abreviação "אי" -- Terra de Israel / ארץ ישראל -- e no lado direito o mesmo selo publicado na capa de livros escolares "palestinos", mas com a inscrição em hebraico apagada. 

Obama Invites Syrian Rebel Leader Who Praised Saddam for “Terrifying the Jews” to Washington DC


Seriously guys, Obama is pro-Israel. He said that Israel has the right to defend itself, a few days before he pressured it into giving in to Hamas.
And he’s inviting Sheikh Mouaz Alkhatib of the Muslim Brotherhood, current head of the Syrian rebels, to Washington, who has expressed pro-Israel opinions in the past, such as writing that one of Iraqi dictator Saddam Hussein’s positive legacies was “terrifying the Jews.”
And I bet Obama would like some tips from him on that. Sheikh Mouaz Alkhatib’s website also featured claims that Jews are the “Enemies of Allah.”
Sheikh Mouaz Akkhatib got his invite afew days after the Sheikh defended Al Qaeda. Because defending Al Qaeda is what it takes to get a Washington invite these days.
“We’ve made a decision that the Syrian Opposition Coalition is now inclusive enough, is reflective and representative enough of the Syrian population, that we consider them the legitimate representative of the Syrian people in opposition to the Assad regime,” said Obama.
But it’s not inclusive enough for Sheikh Mouaz Alkhatib who thinks Obama is a spoilsport for not recognizing Al Qaeda.
“The logic under which we consider one of the parts that fights against the Assad regime as a terrorist organization is a logic one must reconsider,” Al-Khatib told reporters in Marrakesh, Morocco.
And he’s got a point. Pretending there’s a real difference between Khatib’s Muslim Brotherhood militias and the Al Qaeda militias is like pretending that there’s a substantive difference Nancy Pelosi and Barbara Boxer.
Or between Al-Khatib and Obama. Maybe Obama can get Al-Khatib to stop by a Chanukah party in DC. And then we can look forward to Al-Khatib’s takeover of Syria and his imitation of the “positive legacies” of Saddam Hussein in Syria.
Allah Akbar and a Happy New Genocide.

العرب مهاجرون (“النكبة الهُراء”: الفصل الثالث / الحلقة الخامسة )



اعتمدت الوقائع التاريخية أكثر على فهم الواقع الديمغرافي للبلاد حتى نهاية القرن التاسع عشر وأظهرت الحقيقة التالية : أرض إسرائيل في تلك الفترة كان مقفرة من السكان، مدمرة وخالية نسبيا من السكان.
جوان بيترز، صاحبة كتاب ” منذ قديم الزمان ” الذي يقدم معلومات حول الهجرة العربية لأرض إسرائيل، تقدر انه في سنة 1882 أقام في غرب أرض إسرائيل التاريخية حوالي 141 ألف غير يهودي، ربع هذا العدد هم مهاجرون وصلوا ابتداء من منتصف القرن التاسع عشر.


البروفسور موشيه معوز قدر أن تكون نتائج الحكم العثماني وتدهور الشروط الصحية، قد أدى إلى عملية استنزاف مستمر، جعلت عدد السكان لا يتجاوز المائة ألف نسمة .
وبناء على معطيات بريطانية، سكن في أرض إسرائيل عام 1928 حوالي 150 ألف يهودي مقابل أكثر من 700 ألف عربي.
وحسب شهادة تشرشل، في عام 1936 ارتفع عدد السكان اليهود إلى حوالي 380 ألف، (بسبب الهجرة الكبيرة الذي سمح بها الكتاب الأبيض لتشرتشل)، وفي المقابل ارتفع عدد السكان العرب ووصل إلى أكثر من مليون نسمة .
في عام 1947، قدر عدد السكان العرب حوالي مليون و300 ألف شخص.
من هنا لا يمكن تفسير هذا النمو السريع للسكان العرب دون العودة إلى عمليات الهجرة الكبيرة التي شهدتها ارض إسرائيل، من الدول المجاورة.
الارهابي ال”فلسطني” ياسر عرفات القدوة الحسيني، ولد في القاهرة لعائلة من أصل سوري
Arafat  العرب مهاجرون (“النكبة الهُراء”: الفصل الثالث /  الحلقة الخامسة  )
قد لا تفلح الوثائق والخرائط التي أوردناها سابقا، في إقناع من لا يريد أن يقتنع، لذلك قمنا بتدجيج سطورنا بشهادات عكست الحقائق التي سادت الواقع آنذاك، منها شهادة توفيق الحوراني، في مقابلة لجريدة “لا سيري” في آب من العام 1934 حيث قال: “في الأشهر الأخيرة دخل أرض إسرائيل بين 30 و 36 ألف حوراني واستقروا هناك”.
وفي عام 1939 تطرق ونستون تشرتشل إلى هذا الموضوع بحيث تحدث عن تدفق للعرب إلى أرض إسرائيل باعداد كبيرة فاقت عدد اليهود، مؤكدا أنهم “تكاثروا فيها وازداد نموهم السكاني لدرجة انه يستحيل على يهود العالم أن يزيدوا معدل نموهم السكاني بهذا الشكل”.
وفي مكان أخر لفت تشرتشل إلى أن :” النسبة السكانية العربية ارتفعت في الأمكان التي امتلك اليهود فيها أراض” .
وما إن شعر البريطانيون بالعنف العربي، حتى عمدوا، عام 1939 واستنادا إلى الكتاب الأبيض لماكدونالد، إلى إحصاء كل قادم يهودي جديد، وفرضوا قيودا على هجرة اليهود إلى أرض إسرائيل لاسيما على أولئك الهاربين من الظلم النازي فيما دخل أرض البلاد المهاجرون العرب بكل سهولة ودون أي رقيب.
نظرة سريعة على بعض من أسماء العائلات” الفلسطينية “المعروفة والوجيهة، تظهر ارتباطها الخارجي ومصدر وطنها الأم:
المصري – من مصر، الحوراني – من سوريا، العراقي – من العراق، الصوراني – من صور، الصيداوي – من صيدون، الطرابولسي – من طرابلس ، الفيومي – من فيوم مصر…الخ، إذ بامكاننا تعداد الكثير لكنها تحتاج إلى صفحات طويلة .  
 Wadah Khanfar العرب مهاجرون (“النكبة الهُراء”: الفصل الثالث /  الحلقة الخامسة  )الصحفي ال”فلسطيني” مدير قناة الجزيرة السابق وضاح خنفر ، يرجع تأريخ عائلته الى بلدة خنفر في محافظة ابين في جنوب اليمن


كل الشهادات والوثائق تؤدي إلى حقيقة واحدة احد ألا وهي: أرض إسرائيل في نهاية القرن 19 كانت خالية من السكان نسبيا .لم تكن صرخة الحق للقادة الصهاينة نابعة من لا شيء كما أن إصرار القادة العرب في تغيير مفهوم كلمة لاجئ لم يأت من فراغ، بل يقينا منهم أن اللجوء وفق المفهوم الدولي المعتمد لهذه الكلمة لن يطال سوى قلة قليلة من الفلسطينيين العرب، ففرضوا التعديل ليصبح كل أولئك الذين دخلوا أرض إسرائيل في الفترة القريبة السابقة للحرب، لاجئين.
قبة الصخرة في مكان بيت المقدس  القرن التاسع  عاشر   
19th century Haram el Sherif العرب مهاجرون (“النكبة الهُراء”: الفصل الثالث /  الحلقة الخامسة  )
من الصعب التحديد كم من ال560 – 600 ألف عربي فلسطيني، يستحق بالفعل أن يكون لاجئا، وكم منهم مهاجرين. ولكن الأكيد أن الدعاية العربية استطاعت أن تقود العالم في رحلة المبالغة بالأرقام، إن من ناحية عدد الأشخاص الذين سكنوا الأرض في نهاية الحرب أو من ناحية أولئك الذين يدعون أنهم أبناء هذه الأرض أو من ناحية عدد العرب الذين يصنفون لاجئين.
باختصار وبكل أسف، تمكن العرب من خداع العالم بكذبة اسمها النكبة.
وهنا نستشهد بمقولة لونستون تشرتشل صاغها بسخرية واضحة قائلا: “لو تُرك عرب فلسطين لشأنهم لمدة ألف عام، لما اتخذوا خطوات فعالة في سبيل توفير الري والكهرباء في فلسطين. واكتفوا فرحين بالاستقرار في السهول الجرداء المحروقة بالشمس تاركين مياه نهر الأردن تواصل التدفق دون قيد أو تسخير نحو البحر الميت”.