sábado, 17 de novembro de 2012

A reação de Israel. Ou: Tarso Genro resolveu fazer parte da guerra e escolher um lado



Só nesta sexta-feira, o Hamas, que governa e controla a Faixa de Gaza, disparou 190 foguetes contra Israel. Um deles caiu nos arredores de Jerusalém – nada menos! O alvo era o Parlamento. A chuva de mísseis, na verdade, nunca cessou. O governo israelense decidiu reagir. Na quarta-feira, um ataque cirúrgico matou o terrorista e chefe militar do Hamas, Ahmed Jabari. Gaza está sendo alvo de ataques aéreos. Considera-se grande a possibilidade de uma incursão terrestre. Que alternativa os terroristas deixaram ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu?
O curioso é que se especula, aqui e ali, por que Netanyahu reagiu só agora. “Esperou a eleção americana”, dizem alguns. “Está de olho nas eleições israelenses de janeiro, quando pode ser referendado no cargo ou dele defenestrado”, dizem outros. Muito bem! Digamos que esses cálculos tenham também instruído a decisão, pergunto: é ilegítimo que o Estado de Israel decida a hora mais oportuna de reagir?
Também andei lendo que esse momento mais agudo da crise teve início com o decisão de Israel de eliminar Jabari. Mentira! O governo israelense reagiu à intensificação dos ataques organizados e executados pelo Hamas. Desta feita, os terroristas que governam Gaza nem se ocuparam de atribuir a iniciativa a grupos ainda mais radicais. Aqueles que muitos pretendem ver admitidos como parte legítima da negociação israelo-palestina assumem que tentaram jogar um foguete contra o… Parlamento israelense! Que país do mundo suporta esse tipo de ataque sem uma reação exemplar?
Por que o Hamas se sente fortalecido? Ora, por causa do novo momento – isso que chamam “Primavera Árabe”. O primeiro-ministro do Egito, Hisham Qandil, visitou Gaza, manifestou apoio integral aos terroristas e ainda teve tempo de segurar uma criança morta, supostamente atingida pelos bombardeios israelenses. Qandil e o presidente egípcio, Mohamed Mursi, pertencem à Irmandade Muçulmana, de onde brotou o Hamas.
Então vejam que curioso: quando o Hamas estava sob o comando indireto do ditador Bashar Al Assad, jogava seus mísseis contra Israel. Mandou o antigo aliado às favas – quem ainda aposta nele? – e resolveu integrar a nova metafísica influente da região. Como consequência, sente-se mais livre para… jogar ainda mais mísseis contra Israel!
Tarso Genro
É nesse ambiente que se vai realizar em Porto Alegre, entre 28 de novembro e 1º de dezembro, com o apoio do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o Fórum Social Mundial Palestina Livre, que, entre outras delicadezas, prega um boicote internacional a Israel e defende como legítimas as ações do Hamas contra o país.
De maneira clara, aberta e deliberada, Tarso está investindo dinheiro público num evento que apoia ações terroristas contra um país com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas. Numa nota que chega a ser cínica, o petista sugere que dá suporte à realização do encontro sem se comprometer com a sua pauta. Tarso é mesmo um homem inovador: dá apoio material a um evento que defende os atos de um grupo terrorista, mas sem sujar as mãos de sangue…
Nos próximos dez, 11 dias, o mais provável é que a crise se acirre. Tarso resolveu dar a sua contribuição à história, atraindo para o Brasil os amigos do Hamas.

Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O delírio dos "direitos humanos"


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Estúpidos? Definitivamente imbecis? Ou só se trata de constatar um fato irrefutável: que algumas destas organizações definem-se mais nitidamente por seu ódio a Israel que pela defena dos direitos humanos.

Extraio a informação de um artigo de David Bernstein, no The Wall Street Journal, de poucos dias atrás. Nele, o professor da George Mason University e especialista em direitos civis, expressa sua indignada surpresa ante a viagem que o Human Rights Watch acaba de fazer à Arábia Saudita.

David Bernstein tenta entender os motivos que levaram Sarah Leah Whitson, a diretora do Human Rights Watch, para o Oriente Médio, no país dos Saud. E as perguntas acumulam-se em seu artigo: Ser
á que ela "viajou para abordar o tema dos maltratos a mulher sob a legislação saudita? Para fazer campanha a favor dos direitos dos homossexuais, que são castigados com a pena de morte? Para protestar contra a falta de liberdade religiosa no reino saudita, ou sobre a situação dos presos políticos..."

E ele mesmo explica que não, que nenhuma destas humilhantes questões motivaram a viagem de Sarah a um dos países que mais impunemente destroem os direitos fundamentais. O passeio de Sarah Leah teve a intenção de obter dinheiro das grandes fortunas sauditas para, segundo ela própria, "lutar contra os grupos de pressão pró-israelenses dos Estados Unidos, da União Européia e das Nações Unidas".

Assim explicava a viagem uma agência saudita de notícias: "O Human Rights está ganhando reconhecimento e apoio no mundo árabe e na Arábia Saudita. Entre outros grandes encontros, foram recebidos pelo proeminente empresário Emad bin Jameel Al-Hejailan, e outros membros da alta sociedade do Reino". E acrescenta que a obsessão antiisraelense do Human Rights era uma garantia de simpatia e acordo.

Pergunta-se Bernstein, e eu me pergunto com o mesmo entusiasmo, se esta graciosa Sarah Leah manteve seus encontros com uma bela burqa, se dirigiu ela própria o carro, se se atreveu a mostrar um tornozelo ou se seu avião voou diretamente de Nova York ao palácio de seus anfitriões, sem ter que passar por este paraíso das liberdades femininas.

A única coisa certa é que sua viagem -- de volta com dinheiro na mão -- foi um êxito.

Estúpidos? Definitivamente imbecis? Ou só se trata de constatar um fato irrefutável: que algumas destas organizações definem-se mais nitidamente por seu ódio a Israel, que pela defesa dos direitos humanos.

Não 
é "bom-mocismo" ou ingenuidade suicida, e sim algo pior: é a prática de uma solidariedade vulgar, abertamente reacionária, cuja finalidade é a obsessão ideológica que a define. Tudo vale contra Israel, inclusive o "dinheiro limpo" de uma ditadura brutal. 

A partir de agora, que neutralidade aspira vender o Human Rights Watch? E, sobretudo, que credibilidade espera ter? Terá que buscá-la na Arábia Saudita, onde sabem muito sobre direitos humanos.

Pilar Rahola
La Vanguardia. Barcelona. 

Pallywood

Durante uma entrevista dada ao canal britânico BBC (conhecido pela sua hostilidade a Israel) surge um árabe, com jaqueta bege e camisa preta, por volta de 2:11 minutos, "ferido" logo após um ataque aéreo israelense. Ele é apanhado e levado embora. Apesar disso, por volta de 2:44, o mesmo árabe volta, no que parece uma recuperação milagrosa.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Quem começou, mesmo?

--Normas de reportagem para o Oriente Médio


O bebê coberto de sangue na foto acima foi uma das vítimas de um foguete do Hamas que, ao acertar uma casa na cidade de Qiryat Mal'akhi, deixou três mortos - entre eles uma mulher grávida - e dois feridos.



Os jornais estão cheios de notícias sobre "ataques" de Israel que resultaram na morte de árabes -- incluíndo um líder do grupo terrorista Hamas. Mas por que isso aconteceu? Qual o motivo da nova ofensiva israelense? Será esse mais um exemplo da sede de sangue dos sionistas?

Ao ler notícias no site da Globo essa seria uma conclusão óbvia, afinal não houve qualquer menção nos jornais a escalada no disparo de foguetes contra Israel. Certamente nenhum jornal ou emissora brasileira chegou perto de dar a estes ataques a publicidade de primeira página que concede a resposta de Israel no dia de hoje.

Ninguém se preocupou muito em informar que, apenas em outubro, 116 foguetes e 55 morteiros foram lançados contra Israel em 92 ataques diferentes. Esse já é um fato tão banal que ninguém mais se preocupa em denunciar: cidades inteiras no sul de Israel vivem em pânico graças a chuva de foguetes que cai diariamente sobre sua população civil - em terra que é indiscutivelmente israelense!

Desde o início deste ano mais de 800 mísseis e morteiros foram disparados contra Israel. Desde sábado passado, quando terroristas do Hamas dispararam um míssil anti-tanque em um jipe ​​do exército de Israel, ferindo quatro soldados, mais de 120 mísseis foram disparados contra alvos civis israelenses por terroristas em Gaza. Israel respondeu ao ataque indiscriminado contra seus civis com o assassinato de um alvo terrorista.

No entanto, graças a maneira como a imprensa brasileira reporta o que ocorre no Oriente Médio, muitas pessoas decentes mais uma vez ficarão com a impressão de que foram os israelenses que começaram esta última rodada de derramamento de sangue. Seja qual for a mais nova atrocidade que o Hamas realize, ela será noticiada apenas como uma lamentável, porém compreensível resposta aos ataques israelenses. Assim, a imprensa brasileira acaba, mais uma vez, legitimando o terrorismo e demonizando um país que age com mais moderação do que qualquer outro diante de tal barbárie.


Ou nas palavras dos terroristas do Hamas (sobre os mísseis que atingem zonas civis completamente desmilitarizadas de Israel):

 "Abençoados mísseis da resistência atingem a cidade de Rishon leZion pela primeira vez".
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&hl=en&ie=CP1256&langpair=auto%7Cen&rurl=translate.google.com&tbb=1&twu=1&u=http://saraya.ps/index.php%3Fact%3DShow%26id%3D24976&usg=ALkJrhitOom0rh54qj1qFzImd8HHUmxtxg

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O terrível apartheid israelense


Heitor De Paola apresenta dois exemplos de como se dá a “discriminação” em Israel.

Os esquerdistas, incluindo os que são judeus, os antissemitas de todos os matizes, como o grupo BDS (Boicote, Desinvestimento & Sanções) e os muçulmanos costumam alardear que o Estado de Israel cultiva oapartheid. Grande parte da população brasileira não tem informações reais sobre o sistema político israelense e acredita piamente nesta mentira. A historiadora Maria Luiza Tucci, Diretora do arquivo Virtual 
ArqshoahHolocausto e Antissemitismo, do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação da USP afirma que o antissemitismo ainda é muito forte na população brasileira. A meu ver isto não apenas é verdade como tem se intensificado devido à ininterrupta propaganda antissionista e pró-Palestina e o predomínio da total ignorância sobre a verdadeira situação no Oriente Médio, agravada pelo cego apoio dos governos brasileiros de esquerda desde 1994 a uma suposta ‘causa palestina’.
Bandeiras da ‘Palestina’ tremulam em todas as manifestações de esquerda; Lula visitou o Oriente Médio esnobando Israel; a diplomacia brasileira apoia o Irã e sua pretensão a armamentos nucleares e seu ódio aos judeus que promete um novo Holocausto. O Brasil vota sistematicamente contra Israel nos foros internacionais, inclusive apoiando a Declaração de Durban de que o ‘Sionismo é uma forma de racismo’; e o governo Dilma seguiu os passos de Lula se aliando a Ahmadinejad através de Chávez e Morales. A Venezuela é provavelmente a maior cabeça de ponte islâmica na América do Sul.
Isto já vem de longa data: no governo Figueiredo o Brasil fechou acordos bilionários com o então ditador do Iraque, Saddam Hussein. Cargueiros 747 da Iraqi Airways visitavam semanalmente o aeroporto de Viracopos, então exclusivamente cargueiro, permanecendo longe do terminal em missões obviamente secretas e pelo menos duas vezes decolaram do Centro Tecnológico da Aeronáutica em São José dos Campos, na época comandado pelo brigadeiro Sérgio Xavier Ferola, levando, segundo a Isto É Dinheiro, urânio das minas de Poços de Caldas. Um comércio, mediado pelo embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima e comandado pelo brigadeiro Hugo de Oliveira Piva que chegou a 30 bilhões de dólares. Então era Saddam, e não o Irã, que exigia os votos sistemáticos contra Israel para fazer negócios.
Em 2007, o brigadeiro Ferola era presidente do Centro de Estudos Estratégicos Sul-americanos e, segundo Graça Salgueiro, ‘entre 27 e 29 de outubro do ano passado (2006) seu Ferola participou de um encontro fundacional do Bloco Regional de Poder Popular, na Bolívia do cocalero castro-comuno-chavista Evo Morales, cujo título era "Primeiro Encontro de Povos e Estados pela Libertação da Pátria Grande". Observe-se que não se discutia a soberania dos Estados Nacionais mas de uma só pátria, indivisa, pois o objetivo deste Bloco é o fim dos Estados Nacionais e a criação da "Pátria Grande". Faz todo sentido! É a Großdeutschland, aРОДИНА (Rodina), a Mãe Pátria de Todas as Rússias, o Grande Califado!
Não haja dúvida também que uma interpretação ‘caolha’ da Bíblia tem colocado muitos cristãos contra os judeus, e vice-versa. Enquanto os dois grupos não se entendem, os inimigos da civilização ocidental,indubitavelmente judaico-cristã, comunistas, fascistas e muçulmanos – estes os mais importantes no momento – vão ceifando vidas dos dois lados em seus selvagens ataques a Israel e aos países ocidentais. Ostatus quo obtido com governos árabes pragmáticos vem sendo sistematicamente destruído por uma “primavera” que já se transformou num inferno americano, o que é bem feito por terem escolhido o atual presidente e ameaça se espalhar para Israel se o último, da Síria, cair, cercando o país de fronteiras inimigas.
Como é o apartheid judeu?
A situação política dentro do Estado de Israel é bem diferente de um apartheid. No Knesset (Parlamento) existem parlamentares árabes que pregam o ódio contra os judeus e defendem a destruição de Israel, pois o sistema jurídico israelense defende intransigentemente a liberdade de expressão num grau de causar inveja aos brasileiros tomados por proibições de toda sorte baseada numa linguagem corrompida pelo ‘politicamente correto’.

Aqui, o Judiciário vergonhosamente apoia esta Newspeak - e mais, utiliza-a sem pejo! Se estamos longe da liberdade que os judeus gozam em sua terra, imaginem os países islâmicos onde impera a intolerância e existe sim apartheid. Num dos países mais afetados pela invasão muçulmana, a Inglaterra, o British Museum exibia em fevereiro deste ano uma 
mostra a respeito do Hajj, a peregrinação a Meca, com um intenso sabor de propaganda. Na foto 1, na Arábia Saudita, a direção Arafat-Meca (Makkah) é proibida para não muçulmanos. A presença de não muçulmanos em Meca ou Medina é punida com a morte. Imagine-se Roma proibida a não cristãos ou Kyoto a não xintoístas ou o Ganges a não hinduístas!
muslimsonly
Para tentar desmistificar esta questão, se é que isto é possível, já que o sentimento antissionista impera na mídia chapa branca, única fonte de informações da maioria da população, citarei duas reportagens da última edição (#115 - 09/2012) do jornal Visão Judaica, com o qual tenho a honra de colaborar mensalmente. Antes chamo a atenção para o vídeo que publiquei em meu blog sobre a mensagem de Rosh Hashaná das Forças de Defesa de Israel (Tzahal): notem a diversidade de pessoas e sotaques.
Dois exemplos de como se dá a “discriminação” em Israel
1. O atual comandante do Batalhão de Reconhecimento no Deserto das Forças de Defesa (Tzahal), o tenente-coronel Wahid Al-Huzeil (foto 2), negro e muçulmano, é um herói condecorado que atuou decisivamente 
na frustração do ataque de terroristas no Sinai no último dia 5 de agosto. Anteriormente, em 2008, ainda como sub-comandante do batalhão, foi condecorado pelo Estado Maior por sua atuação bem sucedida na mesma área, no cruzamento do Kibbutz Kerem Shalom.

Al-Huzeil declarou: ‘Ficamos atentos aguardando e identificamos um veículo que acabou explodindo ao cruzar a fronteira. Tentamos capturar o segundo blindado e durante a operação trabalhamos em conjunto com as Forças Armadas e a Força Aérea. Finalmente conseguimos capturar o veículo, eliminando os terroristas e impedimos que atacassem e causassem baixas às nossas forças ou a civis inocentes’. (Leia também o
comunicado oficial da Tzahal).
wahid
2. O novo embaixador de Israel em Oslo, Ishmael Khaldi (foto 3) é beduíno e muçulmano, e seu braço direito é um cristão árabe. Foi o primeiro beduíno vice-cônsul e agora como embaixador é o muçulmano mais graduado do Ministério das Relações Exteriores. Nasceu em 1971 em Khawaled, uma aldeia próxima a Haifa tendo vivido até aos 8 anos numa tenda, cuidando de ovelhas. Os laços de sua família com os vizinhos judeus datam da década de 20 quando chegaram os primeiros colonos sionistas. É através desta aliança com Israel que seu povo está transcendendo o isolamento criado por suas tradições nômades.
Hoje é bacharel em Ciências Políticas pela Universidade de Haifa e tem um mestrado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade de Tel Aviv. Foi policial, militar e analista político para a Tzahal.
khaldi
Khaldi lançou um projeto chamado ‘Caminhando e Aprendendo com os Beduínos da Galiléia’ que levou milhares de jovens judeus a Khawaled para conhecer a história e a cultura beduína.
Árabes cristãos e muçulmanos estão presentes em todos os escalões superiores da administração israelense, e há também nove drusos, incluindo duas mulheres, que exercem suas funções em níveis diplomáticos elevados.

É a isto que chamam de 
apartheid israelense?


Tarso Genro apoia evento em Porto Alegre abertamente hostil a Israel e viola 9 dos 10 incisos do Artigo 4º da Constituição!


O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) — o homem que abrigou o terrorista Cesare Battisti e o transformou num herói da resistência à “ditadura italiana” (???) —, decidiu dar mais uma grande contribuição ao bem, ao belo e ao justo e resolveu emprestar apoio oficial ao “Fórum Social Mundial Palestina Livre”, que acontece em Porto Alegre entre os dias 28 de novembro e 1º de dezembro. Mais do que isso, como vocês verão. Segundo o site do evento, delegações de 36 países já se inscreveram. O endereço para a inscrição fala por si mesmo:http://www.inscricoesfsmpl.rs.gov.br/pt. Você leu direito, leitor amigo: ali está “rs.gov.br”. Sim, Tarso não apenas dá apoio ao fórum como transformou o ato num evento oficial. Seus aliados tentaram envolver na história a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e a Prefeitura de Porto Alegre. A tempo, os respectivos dirigentes de ambas perceberam que estavam sendo arrastados para um encontro que, na prática, defende atos terroristas de grupos palestinos e prega o fim do Israel.
É inacreditável que o Estado brasileiro permita — e me refiro, sim, aos Três Poderes da República — a realização, em território nacional, de um ato claramente hostil a um país com o qual mantém relações diplomáticas. Como ficará absolutamente claro, o Fórum viola de maneira frontal nove dos dez incisos do Artigo 4º da Constituição Federal, a saber:
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
I – independência nacional;
II – prevalência dos direitos humanos;
III – autodeterminação dos povos;
IV – não-intervenção;
V – igualdade entre os Estados;
VI – defesa da paz;
VII – solução pacífica dos conflitos;
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X – concessão de asilo político.
Por quê?
Será que o Brasil não pode sediar um evento em defesa da criação de um Estado palestino? Claro que sim! Mas em que termos se vai realizar o de Porto Alegre, com o apoio de Tarso Genro?
O tal fórum tem um espantoso documento de referência, eivado de mentiras. Ele contém tudo o que a gente precisa saber para ter noção clara da natureza do acontecimento que está sendo financiado por Tarso Genro, com o dinheiro dos gaúchos. Destaco alguns itens (conforme o original) em vermelho e traduzo em azul:
1: defesa do direito do povo palestino a resistir à ocupação e ao apartheid, dirigindo-se à obtenção do direito de retorno e do exercício de autodeterminação, inclusive o estabelecimento de um Estado nacional independente e soberano, em conformidade com as resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU);
“Defesa do direito do povo palestino a resistir” significa também, mesmo que estivesse escrito em língua portuguesa aceitável, a defesa das práticas terroristas do Hamas e de outros grupos que lutam contra Israel. O que se faz aí, de modo não explícito, é chamar ações terroristas de “resistência”. De resto, quando se chama de “apartheid” a situação israelo-palestina, já não se quer debater mais nada.
2 – fortalecimento e expansão da participação na campanha global, liderada pelos palestinos, de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) contra Israel, uma das mais importantes formas de solidariedades com nosso povo e seus direitos. As campanhas BDS englobam boicotes a Israel e empresas internacionais cúmplices das violações israelenses das leis internacionais, e boicotes acadêmicos e culturais de instituições israelenses, parceiras coniventes na ocupação e no apartheid;
Tarso Genro está metendo dinheiro público num evento que prega o isolamento de um país ao arrepio de quaisquer leis internacionais e das próprias normas e compromissos que regem as relações do Brasil com o Israel.
7. apoio e fortalecimento da luta pela libertação dos prisioneiros palestinos, vivendo em condições desumanas, em prisões israelenses, por seu envolvimento na luta pela libertação nacional da Palestina. Nesse contexto, enfatiza-se a necessidade de garantir a libertação imediata e incondicional, como questão de prioridade, de doentes, crianças, idosos e mulheres, assim como os presos sob regime de detenção administrativa, e a libertação dos 27 parlamentares sequestrados pelas autoridades da ocupação, em clara violação das leis internacionais;
Existem, isto sim, prisioneiros do Fatah vivendo em condições desumanas nos presídios do Hamas e prisioneiros do Hamas vivendo em condições desumanas nos presídios do Fatah. Nas cadeias israelenses, não! Também é mentira que existam crianças presas. Já tratei aqui desse assunto.
14. apoio à resistência popular palestina contra a ocupação israelense, legitimando-a como forma primordial de luta em benefício do povo palestino;
De novo, a referência velada às ações terroristas, chamadas de “resistência popular”. Isso inclui, por exemplo, os foguetes que o Hamas vive disparando no Sul de Israel…
15. incitamento aos meios de comunicação a ter papel ativo na exposição das políticas colonialistas e racistas do Estado de Israel, lançando campanhas de informação pública.
No Brasil, isso nem precisa de conclamação. O noticiário já é majoritariamente anti-israelense.
Destaquei apenas alguns itens. A pauta é toda ela virulenta, tentando vencer um debate e uma guerra no grito. Contam-me que o Irã também está dando apoio entusiasmado ao evento. A ver. Vou tentar saber detalhes. Não se trata, obviamente, de um encontro ou de um seminário para, sei lá, debater um caminho para a paz entre israelenses e palestinos. Nada disso! Estamos falando de uma espécie de ritual para, como e mesmo Ahmadinejad?, “varrer Israel do mapa”.
EngabeladosNo site do jornalista gaúcho Políbio Braga, leio a seguinte nota:
“Não sairão mais na Assembleia do RS as reuniões do Fórum Parlamentar Palestina Livre. O presidente Alexandre Postal decidiu cancelar a cessão das instalações e o apoio oficial, depois que foi alertado para o caráter provocador do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que reunirá organizações e líderes partidários extremistas de 30 Países em Porto Alegre. O Fórum chegou a constar da capa do site da Assembleia, em função de uma costura política inicial levada a efeito pelo deputado Raul Carrion, PCdoB.”
O prefeito José Fortunati também percebeu a patuscada autoritária e resolveu cair fora. Assim, sobrou no apoio ao evento que viola nove dos dez incisos do Artigo 4º da Constituição apenas este inefável Tarso Genro.
Mãe judiaSei que alguns bobos vão sair gritando por aí: “Vejam o que Reinaldo Azevedo está a escrever! Tarso é filho de uma judia de sobrenome ‘Herz’”. Sim, é verdade, mas aonde isso nos leva? A lugar nenhum! O governador poderia ser judeu de pai e mãe e, ainda assim, promover atos hostis a Israel. Não seria o primeiro… Não pensem, ademais, que judeus não possam ser, ainda que de modo especialmente perverso, antissemitas. Esse é um longo debate, no qual não vou entrar agora.
De origem judaica ou não, o fato é que Tarso Genro está financiando um ato abertamente hostil a Israel, cuja pauta acolhe, ainda que de modo oblíquo, práticas terroristas e acena com o fim daquele estado. Tudo isso em Porto Alegre, cidade perigosamente próxima da Tríplice Fronteira, comprovadamente infiltrada pelo terrorismo islâmico.
Battisti, como se vê, não era o máximo a que ele poderia chegar. Sempre que a gente acha que Tarso chegou ao limite, ele, como diria Millôr, dá mais um passo.
Por Reinaldo Azevedo

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

الربيع العربي والعدو الإسرائيلي


عبداللطيف الملحم
منذ تسع وثلاثين عاماً اندلعت ثالث حرب بين العرب وإسرائيل في السادس من أكتوبر عام 1973. واستمرت هذه الحرب لما يقرب من 20 يوماً فقط. وقد جاءت هذه الحرب بعد حربين سابقتين بين الجانبين عامي 1948 و1967.

وفي عام 1967 لم تستمر الحرب سوى ستة أيام. إلا أن هذه الحروب الثلاث لم تمثل المواجهات الوحيدة بين العرب وإسرائيل ولكنها كانت الأكبر. فمنذ عام 1948 نشبت الكثير من المواجهات بين الجانبين, بعضها قد يندرج تحت إطار المناوشات الصغيرة بينما الكثير منها كانت تصل لمعارك كاملة. إلا أنه لم تكن هناك حروب كبيرة بين الجانبين غير الحروب السابق ذكرها.

ويشكل الصراع العربي الإسرائيلي أكثر الصراعات تعقيداً في العالم. في ذكرى حرب 1973 بدأ الكثير من الناس في العالم العربي يطرح العديد من الأسئلة حول ماضي وحاضر ومستقبل هذا الصراع.

من هذه الأسئلة: ما التكلفة الحقيقية لهذه الحروب التي تكبدها العالم العربي؟ أما السؤال الأصعب الذي لا يرغب أي شعب عربي في طرحه فهو: ما التكلفة الحقيقية لعدم الاعتراف بإسرائيل عام 1948؟ ولماذا لم يوفر العرب أصولهم وأموالهم لإنفاقها على التعليم والرعاية الصحية والبنية التحتية بدلاً من هذه الحروب؟ أما السؤال الذي لا يرغب أي عربي في سماعه فهو: ما إذا كانت اسرائيل العدو الحقيقي للعالم العربي والشعوب العربية.
قررت أن أكتب هذا المقال بعد أن شاهدت صوراً وتقارير عن طفل يعاني الجوع في اليمن، وسوق حلب التاريخي محترقاً في سوريا، وسيناء التي تعاني التخلف في مصر، والسيارات المفخخة في العراق، والمباني المدمرة في ليبيا. وقد عرضت هذه الصور والتقارير على موقع "العربية نت" وهو الموقع الإخباري الأكثر مشاهدة واحتراماً في الشرق الأوسط.

الشيء المشترك بين هذه المشاهد هو أنها تظهر تدميراً وعدواناً لم يقم به عدو خارجي. فالتجويع والقتل والتدمير الذي يمارس في هذه الدول تقوم به أيدٍ كان من المفترض أن تقدم الحماية والبناء لوحدة هذه الدول ولإنقاذ هذه الشعوب. لهذا وجب السؤال: مَنْ هو العدو الحقيقي للعالم العربي؟ لقد أهدر العالم العربي مئات المليارات من الدولارات وفقد عشرات الألوف من الأبرياء في محاربة إسرائيل التي يعتبرونها عدوهم المؤكد. العدو الذي رفض العرب الاعتراف به.

ما يجب أن ندركه اليوم هو أن هناك العديد من الأعداء للعالم العربي وتأتي إسرائيل في ذيل القائمة. الأعداء الحقيقيون للعالم العربي يتمثلون في الفساد وفقد التعليم الجيد والرعاية الصحية والافتقار للحرية واحترام حياة الإنسان, هذا بالإضافة للنظم الديكتاتورية التي تسلطت على الشعوب العربية ووظفت الصراع العربي-الإسرائيلي لقمع شعوبها.

فالأعمال الوحشية التي مارسها هؤلاء الحكام المستبدون على شعوبهم تفوق كل ما عانته الشعوب العربية في حروبها مع إسرائيل.

في الماضي كنا نتساءل: لماذا يهاجم بعض الجنود الإسرائيليون الفلسطينيون ويسيئون إليهم. وقد شاهدنا المقاتلات الإسرائيلية والدبابات تعتدي على مختلف الدول العربية. ولكن هل تماثل تلك الهجمات الاعتداءات الحالية التي ترتكبها بعض الأنظمة العربية ضد شعوبها؟

فالاعتداءات في سوريا تفوق أي تصوّر. بالإضافة لذلك أليس العراقيون هم من يقومون اليوم بتدمير بلدهم؟ أليس الديكتاتور التونسي هو مَنْ سرق ما يقرب من 13 مليار دولار من الشعب التونسي الفقير؟ وكيف يعاني طفل يمني من المجاعة بينما أرضه تمثل واحدة من أخصب الأراضي في العالم؟ لماذا يهاجر العلماء العراقيون من بلدهم التي تكسب ما يقرب من 110 مليارات دولار من عائدات تصدير البترول؟ لماذا فشل اللبنانيون في إدارة أحد أصغر الدول مساحة في العالم؟ وما الذي يجعل الدول العربية تغرق في الاضطرابات؟

في يوم الرابع عشر من مايو عام 1948 أعلن قيام دولة إسرائيل. في اليوم التالي أعلن العرب الحرب على إسرائيل لاستعادة فلسطين. وقد انتهت هذه الحرب في العاشر من مارس عام 1949 أي بعد تسعة أشهر وثلاثة أسابيع ويومين. وقد خسر العرب هذه الحرب التي أطلقوا عليها نكبة.

ولم يجنِ العرب شيئاً من هذه الحرب سوى تحول آلاف الفلسطينيين إلى لاجئين.

وفي عام 1967 قادت مصر تحت حكم جمال عبدالناصر العرب في الحرب ضد إسرائيل لتخسر المزيد من الأراضي الفلسطينية وليتحول المزيد من الفلسطينيين إلى لاجئين يعيشون تحت رحمة الدول التي تستضيفهم. وقد أطلق العرب كذلك على هذه الحرب النكسة, ذلك لأنهم أبوا أن يعترفوا يوماً بالهزيمة. وقد زادت القضية الفلسطينية تعقيداً.

الآن مع قدوم الربيع العربي, الذي يبدو لا نهاية له, يبدو العالم العربي منشغلاً تماماً عن القضية الفلسطينية واللاجئين الفلسطينيين لأن الكثير من الشعوب العربية تعاني ظروفاً معيشية تماثل تلك التي يعيشها اللاجئون الفلسطينيون. فها هم السوريون يغادرون بلادهم ليس تحت قصف الطائرات الإسرائيلية ولكن وياأسفاه تحت قصف الطائرات السورية. واليوم المسلمون العراقيون الذين يمثلون أكثر العقول نباهة في العالم العربي يغادرون العراق للغرب. وفي اليمن نشاهد أكثر المسرحيات المأساوية تكتب على يد اليمنيين، وفي مصر تم نسيان الشعب في سيناء.

وفي النهاية إذا كان الكثير من الدول العربية تعيش هذه الفوضى, علينا أن نتساءل ماذا حل بإسرائيل, العدو اللدود؟ اليوم إسرائيل لديها أحدث مراكز البحوث والجامعات والبنية التحتية.

الكثير من العرب لا يدركون أن العمر الافتراضي للفلسطينيين الذين يعيشون في إسرائيل يفوق كثيراً العمر الافتراضي لشعوب الكثير من الدول العربية, كما أنهم يتمتعون بحرية سياسية واجتماعية أفضل بكثير مما يحصل عليه إخوانهم العرب في دول أخرى. بل إن الفلسطينيين الذين يعيشون تحت الاحتلال الإسرائيلي في الضفة الغربية وغزة يتمتعون بحقوق سياسية واجتماعية أفضل بكثير من بعض الأماكن في العالم العربي. ألم يكن القاضي الذي وضع الرئيس الإسرائيلي السابق في السجن فلسطيني إسرائيلي؟

لقد أظهر الربيع العربي للعالم أن الفلسطينيين أكثر سعادة ويعيشون ظروفاً حياتية أفضل من إخوانهم العرب الذين حاربوا لتحريرهم من الاحتلال الإسرائيلي. الآن علينا أن نوقف الكراهية والحروب ونبدأ في خلق ظروف حياتية أفضل من أجل مستقبل الأجيال العربية.

* ترجمته منال عبدالعزيز عن "arabnews" السعودية