Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

20. A Política Americana para o Oriente Médio

MITO
“Os EUA sempre emprestam bilhões
de dólares a Israel a fundo perdido”.


FATO
As doações econômicas dos EUA a Israel terminaram em 1959. Desde então,
até 1985, o auxílio consistiu principalmente de empréstimos e bens excedentes,
que Israel respectivamente pagou e comprou. Israel passou a comprar
armas dos Estados Unidos em 1962, mas só recebeu doações de ajuda militar
após a Guerra do Yom Kippur, em 1973. Em conseqüência disso, o país
endividou-se seriamente para financiar seu desenvolvimento econômico e
a aquisição de armas. Naquele ano, a decisão de converter o auxílio militar
em doação foi baseada na opinião majoritária do Congresso americano de
que, sem um Israel forte, a guerra no Oriente Médio seria mais provável;
nesse caso, os EUA teriam que fazer frente a gastos diretos mais altos.

É minha responsabilidade (em primeiro lugar) fazer com que a
nossa política para Israel esteja integrada à nossa política no
mundo inteiro; segundo, meu desejo é ajudar a construir na
Palestina um país democrático, forte, próspero, livre e independente.
Este deve ser suficientemente grande, livre e forte para
tornar seu povo auto-suficiente e seguro.
- Harry S. Truman, presidente dos EUA,
em discurso de campanha no Madison Square Garden
(28 de outubro de 1948).


Por vários anos a maior parte da ajuda econômica a Israel foi destinada a
quitar dívidas antigas. Em 1984, a legislação de ajuda externa incluiu a
Emenda Cranston (inspirada no nome do senador que a propôs), que dizia
que os EUA dariam a Israel uma assistência econômica “não menor do que”
o montante que Israel deve aos Estados Unidos em serviços anuais de
pagamento da dívida.


MITO
“Israel continua pedindo ajuda
econômica mesmo sendo um país rico”.


FATO
Desde o ano fiscal de 1987, somadas todas as doações, Israel recebeu por ano
US$ 1,2 bilhão em ajuda econômica e US$ 1,8 bilhão em ajuda militar. Em
1998 Israel se ofereceu a reduzir voluntariamente sua dependência
da economia americana. Conforme um acordo firmado com o governo Clinton
e o Congresso americano, o pacote de ajuda econômica de US$ 1,2 bilhão será
reduzido em US$ 120 milhões a cada ano, até deixar de existir em dez anos.
Metade daquilo que deixará de ser gasto em assistência econômica (US$60
milhões) será acrescentado ao pacote de ajuda militar a Israel, em reconhecimento
às suas necessidades de segurança crescentes. Em 2001 Israel
recebeu US$ 840 milhões em ajuda econômica e US$ 1,98 bilhão em ajuda
militar. Em 2002 a ajuda econômica foi reduzida para US$ 720 milhões e a
militar foi orçada em US$ 2,04 bilhões.

Israel fez essa oferta porque já não tem a mesma necessidade de assistência
de outrora. Atualmente as bases da economia israelense são fortes; não
obstante, o país permanece preso a dívidas antigas com os EUA que,
diferentemente das da Jordânia e do Egito, não foram perdoadas.
Além disso, Israel ainda pode fazer uso da ajuda americana.

O país ainda tem um grande ônus financeiro com a absorção
de dezenas de milhares de imigrantes da ex-União Soviética, um alto nível
de desemprego e um número alarmante de pessoas vivendo abaixo
da linha de pobreza. A situação ficou ainda mais
exacerbada devido à violência dos últimos anos, que tem devastado a indústria
do turismo e todos os setores de serviços afins da economia. Mais do que
isso, as concessões feitas nas negociações de paz têm exigido o desmonte de
bases militares e a perda de recursos valiosos que necessitam de reposição.

MITO
“Israel se vangloria de ser a quarta nação mais forte do mundo
e, por isso, não precisa da assistência militar americana”.

FATO
Israel só tem tratados de paz com dois de seus vizinhos e permanece tecnicamente
em guerra com o restante do mundo árabe/islâmico; e muitos países,
sobretudo Iraque e Irã, são abertamente hostis. Dadas as ameaças potenciais,
a manutenção de uma defesa forte por parte de Israel continua sendo uma
necessidade. Israel é um país poderoso. Contudo, como indica o quadro de
equilíbrio de armas (ver quadros), o país permanece inferior aos inimigos em
número de homens e armamentos e, portanto, precisa confiar em sua
vantagem qualitativa como garantia de que pode derrotar seus inimigos, o
que só pode ser garantido com a compra constante dos armamentos mais
modernos. Entretanto, tanques, mísseis e aviões novos são caros e Israel não
pode bancar suas necessidades sozinho. Portanto, a ajuda americana
constante é vital à sua segurança. Além disso, os inimigos de Israel têm
muitos fornecedores, enquanto Israel depende quase que inteiramente dos
Estados Unidos para manter sua estrutura.

MITO
“A indústria americana financia a ajuda militar a Israel”.

FATO
Ao contrário da crença popular, não é verdade que os Estados Unidos simplesmente
assinam cheques de bilhões de dólares e os entregam para Israel
gastar como quiser. Apenas por volta de 26% (US$ 555 milhões de US$ 2,1
bilhões em 2003) do que Israel recebe em Financiamento Militar Estrangeiro
(FMF – Foreign Military Financing) pode ser gasto na aquisição de
equipamento militar. Os 74% remanescentes são gastos nos Estados Unidos,
gerando lucros e empregos. Por meio desse programa, mais de mil companhias
em 47 estados, além dos distritos de Colúmbia e Porto Rico, assinaram
contratos de bilhões de dólares nos últimos anos.


MITO
“As garantias de empréstimo dos EUA proporcionam a
Israel bilhões de dólares dos contribuintes americanos,
usados na construção de assentamentos para judeus
russos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza”.

FATO
Desde 1989 um milhão de judeus imigraram para Israel. A maioria, 80%,
tem saído da ex-União Soviética. Israel precisa provê-los com alimento,
moradia, emprego e capacitação. A tarefa ainda é mais desafiadora quando
se trata da absorção de judeus de países não-desenvolvidos como a Etiópia,
quando é comum ter que ensinar tudo, desde usar a descarga até sacar
dinheiro. Israel tem investido bilhões de dólares para fazer frente a estes
desafios. Além disso, a comunidade judaica americana contribui com centenas
de milhões de dólares por meio de diversas instituições filantrópicas.

A tarefa é tão desalentadora que Israel pediu ajuda aos Estados Unidos. Para
ser ter uma idéia de perspectiva desse desafio, deve-se levar em conta que
os Estados Unidos – um país de 250 milhões de habitantes e com um PIB
multitrilionário – recebe 125 mil refugiados por ano. Só em 1990, 185 mil
judeus imigraram para Israel.

Os Estados Unidos lideraram o Mundo Livre na ajuda para garantir a liberdade
dos judeus soviéticos. O Congresso americano destinou fundos para ajudar
no reassentamento de judeus soviéticos desde 1972. A partir de 1992 foram
destinados US$ 80 milhões para esse propósito.

Depois que a União Soviética abriu suas fronteiras, o gotejamento de
imigrantes se converteu em inundação e subiu vertiginosamente de pouco
menos de 13 mil em 1989 para mais de 185 mil pessoas em 1990. Israel
então solicitou um tipo diferente de ajuda. Os Estados Unidos atenderam em
1990 com a aprovação de US$ 400 milhões e garantias de empréstimos para
ajudar Israel a abrigar os recém-chegados.

Garantias não são doações – nem um centavo dos fundos do governo americano
é transferido para Israel. Os Estados Unidos são simplesmente consignatários
dos empréstimos, o que faz com que os bancos confiem em emprestar dinheiro
a Israel em condições mais favoráveis: taxas de juros mais baixas e períodos
de devolução mais longos – até 30 anos em vez de cinco a sete. Essas
garantias de empréstimo não afetam programas ou garantias internas dos
EUA. Mais do que isso, não causam qualquer impacto aos contribuintes
americanos, a menos que Israel deixasse de pagar seus empréstimos, algo
que jamais aconteceu. Além do mais, grande parte do dinheiro que Israel pede
emprestado é gasto nos Estados Unidos para a compra de bens americanos.

Quando ficou evidente que o fluxo de refugiados era ainda maior do que se
pensava e que dezenas de milhares continuavam a chegar todos os meses,
Israel percebeu que necessitava de mais ajuda e pediu mais US$ 10 bilhões
em garantias aos Estados Unidos.

Em 1992, o Congresso americano autorizou o presidente a fornecer garantias
de empréstimo a Israel como resultado do extraordinário esforço humanitário
do país de reassentar e absorver imigrantes. Essas garantias foram dadas na
forma de incrementos anuais de US$ 2 bilhões por cinco anos. Enquanto
não havia custo para o governo americano, Israel pagou aos EUA parcelas
anuais que alcançavam algumas centenas de milhões de dólares para cobrir
custos administrativos e outros.

Segundo as normas vigentes, nenhuma ajuda externa a Israel pode ser
usada além das fronteiras pré-1967. Mais do que isso, para sublinhar sua
insatisfação com a política de assentamentos de Israel, o presidente foi
autorizado a reduzir as garantias anuais de empréstimo no mesmo montante
do valor estimado das atividades israelenses na Cisjordânia e Faixa de Gaza
do ano anterior.

Assim, o Departamento de Estado determinou que Israel gastasse pouco
menos de US$ 1,4 bilhão em assentamentos entre 1993 e 1996. Entretanto,
o presidente estava autorizado a rescindir deduções quando os fundos
colocados à disposição de Israel fossem em favor dos interesses da segurança
dos Estados Unidos. O presidente Clinton usou essa opção nos últimos três
anos do programa, de modo que a redução real no montante de garantias
dado a Israel foi de US$ 773,8 milhões.

A verba destinada aos assentamentos tampouco tinha que ver com os novos
imigrantes, porque nenhum deles foi obrigado a viver nos territórios. De fato,
apenas uma porcentagem mínima optou por fazê-lo. A programa de garantia
de empréstimos dos EUA foi de um sucesso retumbante em todos os sentidos.
Israel usou os fundos emprestados fundamentalmente para aumentar o
montante de divisas disponível ao setor empresarial do país, bem como para
apoiar projetos de infra-estrutura, como estradas, pontes, redes de saneamento
básico e de distribuição elétrica. As garantias também ajudaram Israel a
fornecer moradia e emprego a virtualmente todos os novos imigrantes.

MITO
“Jamais se acreditou que Israel tivesse qualquer
valor estratégico para os Estados Unidos”.


FATO
Em 1952, o general Omar Bradley, chefe do Estado-Maior Conjunto, acreditava
que o Ocidente precisava de 19 divisões para defender o Oriente Médio, das
quais Israel poderia fornecer duas. Para 1955 ele também contava com apenas
três países para fornecer ao Ocidente apoio aéreo em defesa do Oriente
Médio: Grã-Bretanha, Turquia e Israel. A análise de Bradley foi rejeitada porque
o escalão político decidiu que era mais importante para os Estados Unidos
trabalhar com o Egito e, mais adiante, com o Iraque. Temia-se que a integração
das forças israelenses à estratégia ocidental marginalizasse os árabes.11

A vitória esmagadora de Israel sobre as forças de coalizão árabes em 1967
fez com que essa atitude fosse revista. No ano seguinte os Estados Unidos
venderam aviões sofisticados (jatos Phantom) a Israel pela primeira vez.
Washington mudou sua política em relação ao Oriente Médio de buscar um
equilíbrio de forças e passou a garantir que Israel desfrutasse de uma vantagem
qualitativa sobre seus inimigos.

Israel atestou seu valor em 1970 quando os Estados Unidos pediram sua
ajuda para respaldar o regime do rei Hussein. A disposição israelense de
ajudar Amã e o movimento de tropas até a fronteira jordaniana persuadiram
a Síria a retirar os tanques enviados à Jordânia em apoio às forças da OLP que
desafiaram o rei durante o Setembro Negro.12
Estava claro, no início da década de 1970, que nenhum país árabe poderia
ou iria contribuir com a defesa do Ocidente no Oriente Médio. O Pacto de
Bagdá já há muito expirara e os regimes aliados dos Estados Unidos eram
fracos se comparados às forças anti-Ocidente no Egito, na Síria e no Iraque.
Mesmo após a reorientação do Egito depois de assinar seu tratado de paz com
Israel, os Estados Unidos não puderam contar com qualquer governo com
fins de assistência militar.

O Governo Carter passou a implementar uma forma de cooperação estratégica
(cuja denominação não era essa) para tornar Israel apta a vender equipamento
militar para os Estados Unidos. A disposição na integração de Israel em
esforços militares conjuntos concentrados era vista pelo presidente Carter
como uma maneira de recompensar o país por sua “boa conduta” nas
conversações de paz com o Egito.

Embora ainda houvesse alguma relutância em formalizar esse
relacionamento, a cooperação estratégica se converteu num foco importante
da relação EUA-Israel quando Ronald Reagan chegou ao poder. Antes de sua
eleição, Reagan havia escrito: “Só pelo pleno reconhecimento do papel crítico
que o Estado de Israel desempenha em nossos cálculos estratégicos é que
poderemos construir as bases para nos opor aos planos de Moscou sobre
territórios e recursos vitais à nossa segurança e ao bem-estar nacional”.13

A atitude de Reagan culminou com a assinatura, em 30 de novembro de
1981, de um memorando de entendimento sobre “cooperação estratégica”.
Em 29 de novembro de 1983 foi assinado um acordo criando o Grupo Conjunto
Político-Militar (JPMG – Joint Political-Military Group) e outro para supervisionar
a assistência em matéria de segurança, o Grupo Conjunto de Planejamento de
Assistência em Segurança (JSAP – Joint Security Assistance Planning Group).

O JPMG foi desenvolvido originalmente para discutir os meios de se contrapor
à ameaça apresentada pelo crescente envolvimento soviético no Oriente
Médio. Entretanto, o grupo tem enfatizado mais as preocupações bilaterais
sobre a proliferação de armas químicas e mísseis balísticos.

O JSAP foi criado como resposta à crise econômica israelense em meados da
década de 1980. Esse organismo binacional se reúne anualmente em
Washington com o objetivo de examinar pedidos israelenses, presentes e
futuros, de aquisição de equipamento militar, bem como para formular planos
de alocação dos créditos das vendas militares externas dos EUA à luz de
avaliações correntes e das possibilidades orçamentárias dos Estados Unidos.

Em 1987, o Congresso americano designou Israel como um grande aliado fora
da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Israel foi formalmente
considerado um aliado, o que permitiu que suas indústrias competissem em
pé de igualdade com as de países da Otan e de outros aliados dos EUA por
contratos de produção de um número significativo de itens de defesa.

Desde o renascimento do Estado de Israel tem havido um vínculo
férreo entre aquela democracia e esta.
- Presidente Ronald Reagan, em discurso para a Bnai Brith,
3 de setembro de 1980.


Em abril de 1988, o presidente Reagan assinou outro memorando de entendimento
que integrava todos os acordos anteriores, institucionalizando o
relacionamento estratégico.

No fim do governo Reagan, os EUA haviam colocado equipamentos militares
em Israel, faziam regularmente exercícios de treinamento conjuntos, iniciaram
o desenvolvimento conjunto do míssil balístico antitático Arrow e estavam
envolvidos numa gama de outros programas de cooperação militar.
A cooperação estratégica entre EUA e Israel continua a evoluir desde então.
Hoje em dia esses laços estratégicos estão mais fortes do que nunca. Israel
agora é um aliado de fato dos Estados Unidos.

MITO
“Os israelenses podem viver confortavelmente
graças ao apoio americano e não vêem razão
para reformar seu sistema econômico”.


FATO
Os israelenses estão entre os que mais pagam impostos no mundo, com
descontos de Imposto de Renda que alcançam até 50% – isso num país onde
o ganho médio por habitante é de US$18 mil ao ano.

Durante anos os israelenses viram o seu padrão de vida declinar, em grande
parte devido aos gastos extraordinários do governo com a defesa que
comprometeram entre 20% e 25% do orçamento. A situação tem melhorado
nos últimos anos em boa parte graças ao processo de paz, de modo que os
gastos com a defesa foram reduzidos a 16% do orçamento.

Quando Israel entregou os campos petrolíferos que desenvolvera no Sinai
como parte do acordo de paz com o Egito, sacrificou a oportunidade de se
tornar um país auto-suficiente em energia. Em conseqüência disso, sua
economia sofre com as oscilações do preço do petróleo.

Mais recentemente, com o influxo de centenas de milhares de imigrantes da
ex-União Soviética e da Etiópia, os israelenses vêm aceitando voluntariamente
sacrifícios ainda maiores para facilitar a absorção dos recém-chegados.

Há muito que os israelenses reconhecem a necessidade de reformar dramaticamente
a sua economia. Em 1985 Israel implementou um programa de
estabilização com um conjunto de características principais: grande corte
nos subsídios para produtos e serviços básicos; forte desvalorização da moeda
corrente, seguida de taxa de câmbio estável em relação ao dólar; controle de
salários e preços e interrupção da indexação de salários e poupança à inflação;
e uma política monetária para controlar o aumento do crédito por meio do
aumento das taxas de juros.

O New York Times descreveu mais tarde os sacrifícios do povo israelense e a
mensagem do programa de estabilização como “Todos dão um passo para
trás – juntos”.14

O programa de estabilização de Israel funcionou como um “pequeno milagre”.
A inflação caiu fortemente de um patamar de três dígitos para zero em 2000.
Estabilizou-se a taxa de câmbio do shekel (a moeda israelense), as reservas
em divisas foram recuperadas, aumentaram as exportações e o déficit
orçamentário foi reduzido.

Hoje em dia Israel está se esforçando para ir além da estabilização por meio
da implementação das mudanças estruturais necessárias ao crescimento
econômico sustentado. O governo continua a cortar subsídios em alimentos
e serviços públicos, até mesmo em saúde pública e educação, além de
remover o controle sobre os preços, reformar a estrutura tributária e passar
a privatizar companhias estatais. Embora esses sejam passos traumáticos, os
israelenses reconhecem a necessidade de medidas assim tão difíceis.

Israel vem acolhendo os EUA como um parceiro participativo e tem demonstrado
ser um dos poucos beneficiários da ajuda externa americana que
responde positivamente às recomendações para fazer reformas importantes
em sua economia.

MITO
“Israel adota medidas protecionistas que
criam barreiras ao comércio americano”.


FATO
Israel é um dos mercados mais abertos aos produtos americanos. Grande
parte do crescimento no comércio entre EUA e Israel é resultado do Acordo
de Livre Comércio (FTA – Free Trade Agreement) de 1985. O FTA oferece aos
produtos americanos a oportunidade de competir em igualdade de condições
com produtos europeus, que também têm livre acesso ao mercado doméstico
israelense. Esse foi o primeiro acordo do tipo a ser assinado entre os Estados
Unidos e qualquer outro país.

Desde a assinatura do FTA, as exportações dos Estados Unidos para Israel já
aumentaram em 234%, enquanto o volume de intercâmbio comercial entre
os dois países cresceu 317%, alcançando algo próximo a US$ 20 bilhões.
Esse crescimento vem resultando em mais vendas e lucros para os exportadores
americanos.

MITO
“A contratação de Jonathan Pollard para espionar nos EUA
comprova que Israel age contra os interesses americanos”.


FATO
Em novembro de 1985, o FBI prendeu Jonathan Pollard, um analista da inteligência
da Marinha dos EUA, sob acusação de vender informação confidencial
para Israel. Em seguida Pollard foi condenado à prisão perpétua. Sua mulher,
Anne, recebeu cinco anos de prisão por colaborar com o marido. Imediatamente
após a prisão de Pollard, Israel desculpou-se e explicou que a operação
não havia sido autorizada. “É política de Israel se abster de qualquer atividade
de inteligência relacionada aos Estados Unidos”, declarou um membro do
governo, “em vista de uma estreita e especial relação de amizade” entre os
dois países. O primeiro-ministro Shimon Peres declarou: “Espionar os Estados
Unidos está em total contradição com a nossa política”.15

Estados Unidos e Israel trabalharam em conjunto para investigar o caso
Pollard. O inquérito israelense revelou que ele não estava trabalhando para
a inteligência militar israelense ou para o Mossad (serviço secreto), mas para
uma pequena unidade de inteligência científica independente. Foi Pollard
quem iniciou o contato com os israelenses.

Um subcomitê do Comitê de Defesa e Assuntos Externos do Knesset sobre
Serviços de Inteligência e Segurança concluiu: “Sem dúvida alguma... os
escalões operacionais (ou seja, a Unidade de Ligação Científica chefiada por
Rafael Eitan) decidiram recrutar e usar Pollard sem qualquer verificação ou
consulta ao escalão político e tampouco receberam qualquer aprovação
direta ou indireta”. O comitê do Knesset censurou o governo por não ter
monitorado a unidade científica da maneira adequada.

Conforme havia prometido ao governo americano, a unidade de espionagem
que usou Pollard foi desmantelada, seus diretores punidos e os documentos
roubados devolvidos.16

O último ponto foi decisivo para o caso do Departamento de Justiça dos EUA
contra Pollard. Pollard negou que espionava “contra” os Estados Unidos. Ele
afirmou que forneceu informações que considerava vitais à segurança de
Israel e que estavam sendo retidas pelo Pentágono. Isso incluía dados sobre
carregamentos de armas soviéticas para a Síria, armas químicas iraquianas
e sírias, o projeto paquistanês da bomba atômica e os sistemas líbios de
defesa aérea.17

Pollard foi condenado por espionagem. Sua sentença à prisão perpétua foi a
mais severa jamais imposta por espionagem de um aliado, bem como muito
maior do que a condenação comum por espionagem para a União Soviética
e outros inimigos dos Estados Unidos.18

Embora a princípio Israel tenha se esquivado, o Governo Benjamin Netanyahu
admitiu que Pollard trabalhara para a inteligência israelense e recebera
cidadania israelense. Netanyahu pediu clemência para Pollard durante as
conversações de paz para o Oriente Médio em Wye Plantation, Maryland, em
1998. Desde então, membros do governo israelense têm feito apelos em
favor de Pollard.

Os partidários de Pollard nos Estados Unidos também solicitam de tempos em
tempos para que ele seja perdoado. Alega-se que o presidente Clinton
considerou a possibilidade de perdoá-lo, mas funcionários da agência de
inteligência e defesa foram radicalmente contra a idéia. No fim do governo
Clinton, o assunto voltou à tona novamente e o senador Richard Shelby
(Republicano–Alabama), presidente do Comitê Seleto sobre Inteligência, ao
lado da maioria dos senadores, argumentou contra o perdão. “O senhor
Pollard é um espião condenado que colocou nossa segurança nacional em
risco e a vida dos funcionários do nosso serviço de inteligência em perigo”,
afirmou Shelby. “Não há maneira enérgica o suficiente para expressar minha
crença de que o senhor Pollard deve cumprir cada minuto de sua sentença...”.19

Em novembro de 2003, um juiz federal rejeitou os pedidos em favor de
Pollard para que fosse revista a sua sentença de prisão perpétua e que se
relessem documentos governamentais confidenciais que, segundo Pollard,
provariam que sua espionagem não era assim tão danosa quanto
denunciaram seus perseguidores. O juiz afirmou que Pollard esperara demais
– mais de uma década após a imputação da pena – para se contrapor à sua
sentença e considerou que seus advogados não ofereceram uma justificativa
convincente para que os documentos confidenciais dos serviços de
inteligência fossem abertos.20

MITO
“Israel enganou os EUA quando vendeu armas ao Irã em
troca de reféns e ajudou a desviar verbas para os Contras”.


FATO
De acordo com o Relatório dos Comitês de Investigação do Congresso para o
Caso Irã-Contras, publicado em novembro de 1987, a venda de armas
americanas para o Irã por meio de Israel teve início no verão de 1985, após
receber a aprovação do presidente Reagan. O relatório mostra que o envolvimento
de Israel foi estimulado por ofertas distintas, em 1985, do negociador
de armas iraniano Manucher Ghorbanifar e do consultor Michael Ledeen, do
Conselho de Segurança Nacional (NSC – National Security Council), que
trabalhava para o Conselheiro de Segurança Nacional Robert McFarlane.

Quando Ledeen pediu auxílio ao primeiro-ministro Shimon Peres, o líder
israelense concordou em vender armas ao Irã em benefício dos EUA, desde
que a venda contasse com a aprovação americana em alto-nível.21

O relatório conta que, antes de participar, os israelenses exigiram “um
consentimento claro, expresso e coeso do governo dos Estados Unidos”.
McFarlane contou ao comitê do Congresso que recebeu a aprovação do
presidente Reagan em julho de 1985. Em agosto Reagan novamente autorizou
verbalmente a primeira venda de armamentos ao Irã, apesar das objeções do
secretário de Defesa, Caspar Weinberger, e do secretário de Estado, George
Shultz.22 Devido a esse acordo, o reverendo Benjamin Weir, mantido cativo
no Líbano por 16 meses, foi libertado.

Quando foi proposto um carregamento de mísseis Hawk em novembro daquele
ano, o então ministro da Defesa israelense, Yitzhak Rabin, voltou a exigir
uma aprovação específica dos Estados Unidos. Segundo McFarlane, o
presidente concordou.

Em dezembro de 1985, o presidente decidiu que as vendas futuras aos
iranianos seriam feitas diretamente pelos Estados Unidos. Segundo o relatório
dos comitês, o assessor do Conselho de Segurança Nacional tenente-coronel
Oliver North usou pela primeira vez o dinheiro da operação com o Irã para
sustentar a resistência nicaragüense em novembro de 1985. Contudo, mais
tarde se verificou que o desvio de fundos para os Contras lhe fora proposto
por Ghorbanifar durante um encontro em janeiro de 1986.

O bilionário negociador saudita de petróleo e armamentos Adnan Khashoggi
afirmou em entrevista para a rede de televisão americana ABC em 11 de
dezembro de 1986 que adiantara US$1 milhão para ajudar a financiar o
primeiro carregamento de armas do escândalo Irã-Contras e acrescentara
US$4 milhões para o segundo carregamento. Segundo o comitê especial de
investigação presidido pelo ex-senador John Tower, um dirigente estrangeiro
(supostamente o rei Fahd, da Arábia Saudita) doou de US$ 1 milhão a US$2
milhões de julho de 1984 a abril de 1985 para cobrir o financiamento aos
Contras. A Arábia Saudita negou que prestara auxílio aos rebeldes
nicaragüenses, mas o New York Times publicou que a contribuição pode ter
feito parte de um acordo secreto, em 1981, entre Riad e Washington “para
grupos de resistência anticomunistas próximos aos sofisticados aviões-radar
americanos Awacs, segundo funcionários dos Estados Unidos e outros cientes
do acordo”.23

O Comitê do Congresso Bicameral (composto pela Câmara e pelo Senado)
elogiou o governo israelense por fornecer uma cronologia detalhada dos
eventos com base em documentos e entrevistas relevantes com participanteschave
dessa operação. Esse relatório também corroborou a conclusão da
Comissão Tower: “Aqueles que decidem nos Estados Unidos tomaram suas
próprias decisões e devem arcar com a responsabilidade pelas conseqüências”.24

Terça-feira, 31 de Março de 2009

The Islamo Arab Lobby worldwide

In the UN, EU, and in General

The Arab lobby crippling police in security http://www.aei.org/publications/pubID.13545/pub_detail.asp

Arab lobby and UN http://www.scottishfriendsofisrael.org/united_nations.htm

The Arab Boycott: Economic War Against the State of Israel http://www.wzo.org.il/en/resources/view.asp?id=26

Arab lobby functioning through European functionaries, built into the European institutions to influence Europeans http://www.islamreview.com/articles/europeanfears.shtml

The campaigns were fueled by the financial and international political power of the Arab lobby in the UN and the world, which exerted pressure through ... http://www.jewishagency.org/JewishAgency/English/Jewish+Education/Education+FAQ/Hasbara+-+Israel+Advocacy+Resources

Arabian Fights: How the Saudis Lobby http://www.middleeastfacts.com/Articles/arabian-fights-how-the-saudis-lobby.php A

Already the Euro-Arab lobby of the powerful replacement theology models Arafat as a Moses, or even ... , casting the Arafatian cult into the Palestinian http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=15962

What Riyadh Buys [in Washington] http://www.danielpipes.org/article/981

Delegitimizing pro-Israel voices is priority for Arab lobby after Iraq http://www.jewishworldreview.com/cols/tobin.archives.asp

FBI Polarized by the "Wahhabi Lobby" http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=8902

Talibans with Oil and a Good P.R. Company http://www.nationalreview.com/interrogatory/murawiec200511220847.asp

Their Oil Weapon http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/US-Israel/usoil.html

What about the ARAB LOBBY? http://israeltheviewfromhere.blogspot.com/2007/10/israel-lobby-what-about-arab-lobby.html

The Politics of Muslim Anti-Semitism http://www.danielpipes.org/article/161

Arab wealth and influence http://www.samsonblinded.org/israel_america/3arab_wealth_israeli_influence.htm


How Much Does It Cost to Buy Global TV News? - An LGF reader who worked for Associated Press TV News sent me the following article explaining how APTN works, and suggesting a reason why their coverage of the Middle East is so overwhelmingly biased against Israel http://littlegreenfootballs.com/weblog/?entry=22055_LGF_Exclusive-_How_Much_Does_It_Cost_to_Buy_Global_TV_News

The Muslim Lobby http://www.commentarymagazine.com/contentions/index.php/schiffren/160

[CAIR] The Wahabbi Lobby http://richleonardi.blogspot.com/2007/03/wahabbi-lobby.html%22
_________
How Arab Muslim Goliath corrupts controls world & media

_____________
In the US on high ranking officials

Jimmy Carter and the Arab Lobby http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=26045

James Baker and the Arab Lobby Two stories highlight the financial involvement of James Baker http://www.israelated.com/node/5341

The US The Arab Boycott: Economic War Against the State of Israel, telephone conglomerate Sprint was "persuaded", by the US Arab lobby, to remove the photo of the Dome of the Rock from a commercial advertising phone ... http://www.wzo.org.il/en/resources/view.asp?id=26

HOW ARAB MONEY FUELS DHIMMI CARTER'S HATE http://astuteblogger.blogspot.com/2006/12/how-arab-money-fuels-dhimmi-carters.html

I'm still waiting for the Walt and Meirsheimer study of how the arab lobby is subverting American interests in the Middle East. http://www.tpmcafe.com/blog/lel66/2006/dec/19/the_isg_and_the_arab_lobby

Political Candidates Receiving Contributions from ARAB AMERICAN LEADERSHIP COUNCIL PAC

41 record(s)

Name; Office; Party; State; $ Amount

ABERCROMBIE, NEIL HOUSE Democrat HI 1,000
BALDWIN, TAMMY HOUSE Democrat WI 1,000
BOUSTANY, JR, CHARLES W. HOUSE Republican LA 5,500
CASTOR, BETTY SENATE Democrat FL 2,000
CONYERS, JOHN JR HOUSE Democrat MD 5,000
DAVIS, DANNY K HOUSE Democrat IL 1,000
DINGELL, JOHN D HOUSE Democrat DC 4,000
DRISCOLL, JOSEPH E HOUSE Democrat PA 5,000
HINCHEY, MAURICE D. HOUSE Democrat NY 2,000
HOLT, RUSH HOUSE Democrat NJ 1,000
HONDA, MIKE HOUSE Democrat CA 1,000
HYDE, HENRY JOHN HOUSE Republican IL 1,000
ISSA, DARRELL E HOUSE Republican CA 3,500
JOHN, CHRIS SENATE Democrat LA 5,000
JONES, STEPHANIE TUBBS HOUSE Democrat OH 1,000
KAPTUR, MARCY HOUSE Democrat OH 2,000
KILPATRICK, CAROLYN CHEEKS HOUSE Democrat MI 2,000
KUCINICH, DENNIS J HOUSE Democrat OH 4,000
LAHOOD, RAY HOUSE Republican IL 3,500
LEE, BARBARA HOUSE Democrat CA 3,000
LEE, SHEILA JACKSON HOUSE Democrat TX 3,000
MCDERMOTT, JAMES ADELBERT HOUSE Democrat WA 3,000
MCKINNEY, CYNTHIA A HOUSE Democrat GA 4,000
MONGIARDO, DANIEL SENATE Democrat KY 5,000
MORAN, JAMES P JR. HOUSE Democrat VA 6,000
NADEAU, JUSTIN HOUSE Democrat NH 7,000
OBAMA, BARACK SENATE Democrat IL 1,500
OBEY, DAVID R HOUSE Democrat WI 2,000
PAUL, RONALD E. HOUSE Republican TX 2,000
PAYNE, DONALD M HOUSE Democrat NJ 2,000
PETERSON, JOHN E HOUSE Republican PA 500
RAHALL, NICK J II M C HOUSE Democrat WV 3,500
ROHRABACHER, DANA HOUSE Republican CA 1,000
RYAN, TIMOTHY J HOUSE Democrat OH 1,000
SANDERS, BERNARD HOUSE Independent VT 1,000
STARK, PETE HOUSE Democrat CA 2,000
UDALL, TOM HOUSE Democrat NM 1,000
WATERS, MAXINE HOUSE Democrat CA 2,000
WATSON, DIANE E HOUSE Democrat CA 2,000
WATT, MELVIN L HOUSE Democrat NC 2,000
WOOLSEY, LYNN C HOUSE Democrat CA 2,000

Democrats: 33
Republicans: 7
Independents: 1
_________________

Political Candidates Receiving Contributions from NAAA-ADC INC POLITICAL ACTION COMMITTEE
NAAA-ADC, Inc. is the government affairs affiliate of the American-Arab
Anti-Discrimination Committee (ADC).

10 record(s)

Name Office Party State $ Amount
ABU-GHAZALAH, MAAD H H HOUSE Democrat CA 2,000
CHAFEE, LINCOLN D SENATE Republican RI 1,000
CONYERS, JOHN JR HOUSE Democrat MD 2,000
GRIJALVA, RAUL M HOUSE Democrat AZ 500
JOHN, CHRIS SENATE Democrat LA 1,000
KAPTUR, MARCY HOUSE Democrat OH 1,000
MCKINNEY, CYNTHIA A HOUSE Democrat GA 1,000
MORAN, JAMES P JR. HOUSE Democrat VA 1,000
OBAMA, BARACK SENATE Democrat IL 1,000
RAHALL, NICK J II M C HOUSE Democrat WV 2,000
_________________


Political Candidates Receiving Contributions from MUSLIM AMERICAN POLITICAL ACTION COMMITTEE (MAPAC)

3 record(s)

Name Office Party State $ Amount
CUMMINGS, ELIJAH E HOUSE Democrat MD 2,000
SCOTT, ROBERT C BOBBY HOUSE Democrat VA 2,000
SOCAS, JAMES ROBERT HOUSE Democrat VA 1,714
_________________

Political Candidates Receiving Contributions from PAKISTANI AMERICAN PUBLIC AFFAIRS COMMITTEE PAK-PAC

4 record(s)

Name Office Party State $ Amount
CUMMINGS, ELIJAH E HOUSE Democrat MD 5,000
LARSON, JOHN B HOUSE Democrat CT 250
SIMMONS, ROBERT R HOUSE Republican CT 1,000
SPECTER, ARLEN SENATE Republican PA 1,000

________________________________

See also: The Global Islamic Lobby

________________________________
ISLAMOFASCISM HAS A 'LOBBY' IN THE US - 'CAIR'

Feds name CAIR in plot to fund Hamas.
http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=56009

...on Hamas, CAIR, and the Muslim Brotherhood in the United States...
http://counterterrorismblog.org/2007/07/cair_hamas_implications_and_an.php

What is CAIR?
Power Line, MN - Jul 18, 2007
Most recently, Aaron Mannes elaborated on CAIR's Hamas connection in "CAIR and Hamas: Implications and an illustration." In fact, in the words of Anti-CAIR, ...
http://powerlineblog.com/archives/018270.php

Getting to know NIhad Awad
Power Line, MN - Aug 5, 2007
CAIR is the Council on American-Islamic Relations. It holds itself out as a civil rights group. Yet it is the successor to a defunct Hamas front group...
http://www.powerlineblog.com/archives/2007/08/018128.php

CAIR They Go Again!
Town Hall, DC - Aug 2, 2007
Never has CAIR condemned by name Islamic terrorist organizations Hamas and Hezbollah. Given the opportunity to condemn Hamas by Newsweek last December, ...
http://www.townhall.com/Columnists/JoelMowbray/2007/08/03/cair_they_go_again!

An Insider's View of the Holy Land Foundation Trial
CA - Jul 18, 2007
By Nicholas Van Zandt The future of the Council on American-Islamic Relations (CAIR), the Islamic Society of North America and the North American Islamic ...
http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=29218

View From America: Flying imams & Reichstag analogies, Jul 28, 2007
... protection against frivolous lawsuits by the Islamist race-baiters at CAIR, whose roots as a support group for Hamas betray their own extremist agenda. ...
http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1185379025684&pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull

Hamas Goes 'on Trial' in Texas in Case Over Muslim Charity
New York Sun, NY - Jul 15, 2007
The Council on American-Islamic Relations has ample reason to be concerned about the Holy Land case: Elashi was a founder of CAIR's Texas chapter. ...
http://www.nysun.com/article/58442

Doctors of Death
AINA, CA - Jul 9, 2007
Council of American Islamic Relations (CAIR) Ohio chapter board chair Dr. Mobin-Uddin in her deceitful and treacly apologetic, "Betrayal of Our Faith",
http://www.aina.org/news/2007079124647.htm

Florida vs. Radical Islam -Articles & Updates: CAIR vs. Christian ...Ahmed Bedier, a spokesman for CAIR which is a Saudi funded front group for Hamas, .... MIM: CAIR FL cries victim on Hannity and Colmes ...
http://www.militantislammonitor.org/article/id/433

Video: Flying imams stunt may have been ...The Flying Imams sounds like a great name for a circus act. ....
The goal of the Flying Imams is to desensitize us to suspicious behavior. ..
http://hotair.com/archives/2007/07/25/video-flying-imams-stunt-may-have-been-set-up-to-provoke-lawsuit-says-peter-king/

'Flying Imams' Case Tests Limits of Religious Tolerance
http://www.hannity.com/forum/showthread.php?t=245706

Pajamas Media: THE FAKING IMAMS -- Pajamas Media Exclusive: Police ...The Now Notorious Flying Imams Claim Their Only Crime Was ?Flying While Muslim,? But Our Exclusive Reporting Reveals They Are Trying to Sweep Their Real ...
http://pajamasmedia.com/2006/12/the_faking_imams_pajamas_media.php

Pace University Mind-Crime Update ? TMQ2 Phil... has personal experience with the pressure tactics of the Muslim Student Association at Pace University: Hate Crime Arrest for Desecration of ...
http://tmq2.wordpress.com/2007/07/30/pace-university-mind-crime-update/

Pace University Koran Case - Email from Defendant ? Foehammer ...Man arrested for hate crime for Qur?an desecration... Movie Screening ?Obsession?: Islamo-Fascism Awareness Day...
http://foehammer.net/2007/07/lgf-pace-university-koran-case-email-from-defendant.html

Flush the Qur'an (Koran) ? TMQ2 Video: Hitchens clashes with CAIR?s Ibrahim Hooper over Pace Qur?an ... In protest of the Pace University student being prosecuted for tossing two Qur'ans ...
http://tmq2.wordpress.com/tag/schools/pace-universty/flush-the-quran-koran/

Pace?s Obsession with Spin [plus on 'Muslim Students Association's hate & antisemitism]
http://www.familysecuritymatters.org/homeland.php?id=638182

_______________

More background on CAIR:

CAIR: 'Moderate' friends of terror, In reality, CAIR is something quite different. For starters, it's on the wrong side in the war on terrorism. One indication came in October 1998, ...
http://www.danielpipes.org/article/394

*Anti-CAIR* Defending America from The Council on American-Islamic ...We will continue to expose CAIR's involvement in supporting Islamist terrorists, terrorist-sponsoring organizations and groups in the United States.
http://www.anti-cair-net.org/

Omar M. Ahmad, chairman of the board of the Council on American-Islamic relations, spoke before a packed crowd at the Flamingo Palace banquet hall on Peralta Boulevard, urging Muslims not to shirk their duty of sharing the Islamic faith with those who are "on the wrong side."
Muslim institutions, schools and economic power should be strengthened in America, he said. Those who stay in America should be "open to society without melting (into it)," keeping mosques open so anyone can come and learn about Islam, he said.
"If you choose to live here (in America) ... you have a responsibility to deliver the message of Islam," he said.
Islam isn't in America to be equal to any other faith, but to become dominant, he said. The Koran, the Muslim book of scripture, should be the highest authority in America, and Islam the only accepted religion on Earth, he said.
http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=32341

Who Are CAIR�s Paymasters?
top Muslim lobby in Washington � the Council on American-Islamic Relations.
http://bsimmons.wordpress.com/2007/06/14/who-are-cairs-paymasters/

CAIR, Captive of Conspiracism, Dictates the self-serving pro-Islamist lobby: "America must disengage its Middle ... Islamofascist CAIR Doesn't Like the Term "Islamic Fascist"
http://www.danielpipes.org/blog/632

CAIR does not defend Islam. CAIR defends Wahhabi Islamofascism, ... And the Wahhabi lobby...
http://www.frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=4213

ADL Responds To Open Letter From CAIR; Releases Photo Of Group's Leader Speaking Next To Hezbollah Flag
http://www.adl.org/PresRele/Teror_92/5122_92.htm

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Essays on the History of the Land of Israel

by Samuel Katz*

Early History
Continuous Jewish Presence in the Holy Land
Awakening in the Christian world in support of a Jewish Restoration 1830-1930
Arab Claims to Palestine
Joint Arab-Jewish agreement on Jewish Homeland, between Emir Feisal Husseini and Dr. Weizmann, January 3, 1918
Jewish proposal for Jewish Homeland, presented to the Paris Peace Conference, 1919
Feisal-Frankfurter Correspondence, further to Arab proposal for Jewish Homeland, March 3, 1919
American Proposal for Jewish Homeland, January 21, 1919
Preamble to the League of Nations Mandate, 1922

Later History
British Plans against France, and against the Jews in 1915
Britain, Haj Husseini and the Arab Riots of 1920
British Efforts Against the Nascent Israeli State, in 1948
The Origin of the Dispute: Israel attacked before there were Refugees & before any "Occupied Territories" in 1948
Arab Refugees, and the "Right of Return"
The War before the Six Day War in 1967
Black September, The PLO's attempt to take over Jordan in 1970
Modern Arab Propaganda has incorporated Soviet Propaganda originally used to suppress dissident Soviet Jews
Modern Arab Propaganda has incorporated Nazi Propaganda
The 1973 Yom Kippur War, a study in Soviet Era Politics
Peace Agreement with Egypt & Begin's plan for Palestinian Autonomy in 1979
Israel's Invasion of Lebanon in 1982, Operation Peace for the Galilee; the routing of the PLO; Its rift with Syria & Creation of PLFP; Islamic control of Lebanon; Emergence of Hamas and first Suicide Bombers
The history of the PLO and the International Legitimization of Terrorism

Other
The myth of "Palestinian" Nationalism and the reality of Arabic-Islamic Nationalism
Bibliography and Source Documents related to Palestinian-Israeli conflict

*During British Mandate rule, he was a member of the high command of the Irgun Zvai Leumi under the leadership of Menachem Begin. Katz was elected a member of the first Knesset of Israel, and, after the Six Day War, he became one of the leaders of the Land of Israel movement. After the victory of the Likud party in the 1977 election, Samuel Katz joined the new government as adviser to Prime Minister Begin. He has since served as a columnist of Maariv and the Jerusalem Post.
________________________________________


Joan Peters has written and lectured widely on the Middle East, Central America, and the Soviet Union. She has contributed to Harper's, Commentary, The New Republic, The New Leader, and other periodicals, and was a White House consultant on the Middle East in 1977.


Roots of the conflict

7th-18th Centuries

The Condition of Palestine

Arab Nationalism

Population Movements

Refugees

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http://www.hirhome.com/

______________________________________________

The Lie About the "palestinian people" and "palestinian land"

The Lie About the "palestinian people" and "palestinian land" II

Mais Sobre o "povo palestino"

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Political Mythology
· The History and Meaning of the words "Palestine" and "Palestinians", which means "Sea Invader"
· Politically motivated mythology of "Palestine"
· Myths of the Middle East
· More Myths of the Middle East
· A Photographic Tour of the Holy Land 1831-1910

14th-19th Jewish Semi-Autonomy, Migration and Expulsions
·A History of the Jews, a list of expulsions for 2000 years
·Rise of European Nationalism: Expulsion from Spain to Chmielnicki massacres
·Messianic hope and rise of Shabbetai Zvi and his conversion to Islam 1626-1676
·Awakening in the Christian world in support of a Jewish Restoration 1830-1930

1850-1920 Restoration of the Jewish Homeland and Arab-Jewish cooperation
·Descriptive Geography and Brief Historical Sketch of Palestine, 1850
·Ottoman Rule Map (Eve of W.W.I), 1516 to 1917
·British Mandate Map 1920-1946
·British Administrative Division Map 1922 - 1946
·Palestine was inhabited by a mixed population
·Palestine, a land virtually laid waste with little population
·Bareness and oppression of Palestine due to feudal system of taxes by absentee Arab Landowners
·Joint Arab-Jewish agreement on Jewish Homeland, between Emir Feisal Husseini and Dr. Weizmann, January 3, 1918
·Jewish proposal for Jewish Homeland, presented to the Paris Peace Conference, 1919
·Feisal-Frankfurter Correspondence, further to Arab proposal for Jewish Homeland, March 3, 1919

1920-1948 The British Mandate for Palestine
·Document: An Interim Report on the Civil Administration of Palestine to the League of Nations, June 1921, on the condition of Palestine
·Evidence of Haj Amin al-Husseini Before the Royal Commission in 1937 stating Jewish land was legally purchased from Arabs
·The Myth of Palestinian Nationalism, narrowly defined, anti-Semitism
·Arabs in, Jews out: Britain's role in trying to create an artificial Arab majority in Palestine 1920-1948
·British Plans against France, and against the Jews in 1915
·Britain, Haj Husseini and the Arab Riots of 1920
·British Efforts Against the Nascent Israeli State, in 1948
·The proposed partition of Western Palestine in 1938 & The British Policy of Appeasement
·The Struma & The unmitigated policy of the British against Jewish refugees fleeing Hitler's war against them
·Britain's Partition Map 1946
·U.N. Partition Plan Map 1947
·Document: Official British Police Report Regarding Jews' Appeal to Arabs to NOT leave Haifa in 1948
·The Arab Invasion of 1948

1948 Arab and Jewish refugees
·Palestinian Refugees, invited to leave in 1948
·How many Palestinians Refugees? inflating the numbers
·Arab-Jewish Refugees, the other Middle Eastern Refugee problem
·Exchange of Populations
·Why are Palestinian Refugees treated differently than all other refugees in the world?
·Legal Background to the "Palestinian Right of Return"

1948-1967 Early Israeli History
·Armistice Agreements Map 1949
·Fedayeen Raids Map 1951 - 1956
·The Sinai Campaign Map 1956
·Palestinian Refugees, unlike other refugees in the world, were denied resettlement opportunities, for political reasons
·A collection of historical quotations relating to the Arab refugees
·History of Jordan, Jordan as Palestine & Two states for two people, Jordan must contribute
·The Communist - atheist - anti-religious roots of Israeli's political "Left"

1967-1984 Later Israeli History
·Position of Arab Forces Map 1967
·Six Day War Map - June 1967
·Cease Fire Lines Map 1967
·Discrediting Jewish Refugees from Arab Countries, Official Arab "Invitation" for Jews to return, 1970-1977
·"Palestinian" as an Arab ethnic group is a modern political creation since 1967
·Palestinians only one politicized segment of the larger problem of state-less, citizenship-less migrant workers of the Middle East
·Who are the Palestinians?
·Record of the United Nations, why is it so anti-Israel
·Jewish Settlements are Legal according to International Law
·Egyptian Attack Map 1973
·Syrian Attack Map 1973

1984-2000 The Olso Years and the rise of Arabic-Islamic Nationalism
·The First Oslo Agreements, 1993-1995
·U.S. House of Representatives: Task Force on Terrorism, 1996
·Al Aksa Tunnel Riots of 1996
·Corruption within the Palestinian Authority, 1997; PLO has $10b in assets
·U.S. House of Representatives: The Iraqi Weapons of Mass Destruction Challenge - Myths and Reality, 1998
·Peace with Jordan
·The Wye Agreement - November 1998
·Sharm Agreement, 50% Withdrawal, 1999
·Israeli Withdrawal from Lebanon, May 2000
·Proposed 80% Withdrawal, May 2000
·Proposed 95% Withdrawal, July 2000
·Israel's Compromise on it's "Red Lines", Camp David II
·Proposal for dividing Jerusalem, Camp David II, Taba
·Relative sizes of areas in Middle East
·Israel size comparison maps
·Graphs of Increase in Terror and Crime since Oslo
·Arafat’s Strategy: Lebanonization and Entanglement
·The rise of Israel's Oriental Jews (Sefardim), Israel's shift away from secularism

Arabic settlement policy in the West Bank and Gaza
·The West Bank population under Jordanian rule 1948-1967
·Draft Report of Arab Settlement Activity in the West Bank (261 settlements since 1950)
·Illegal Arab immigration into "Palestine" - part of Oslo
·Arab Population in the West Bank & Gaza - THE MILLION-AND-A-HALF PERSON GAP

2000-present The Multi-Media War
·Erasing Jewish History, Destruction of the Temple Mount
·The Main Reason for the Present Middle East Conflict: ISLAM not "The Territories"
·Who Started the Al Aksa Intifada? List of events of Temple Mount Destruction in June, until Ariel Sharon's visit in September
·"How PA Violence was planned", Report by Palestinian Media Watch
·Palestinian Authority Communications Minister says Al Aksa Intifada was planned since July (for six months)
·Breakdown of casualties during the Palestinian-Israeli conflict
·"Palestinians" killing "Palestinians"
·Who killed Muhammad al-Dura?
·I am a Jew. I am a poet. I am heartbroken
·Document: Israeli Government White Paper on PA/PLO non-compliance
·Document: Israel's Preliminary Report To the Mitchell Inquiry
·Journalists describe constant Palestinian intimidation
·Why Israel Newspapers are the most anti-Israel in the world
·History of Israel's Broadcasting Authority: a Politically Left-leaning (Relativistic, Revisionist) ·Ideological Entity
·Media Bias: CNN and others are misreporting the news
·CNN, BBC and others in fierce competition for lucrative, emerging Middle Eastern Markets

Muftism, Nazism, Communism and Traditional Anti-Semitism give birth to Islamism, 1917-present
·The new Arab "identity" derives from the impact of the West in the last fifty years
·Wahhabism, the Saudi Arabia-based puritanical heresy at the base of Islamism
·Haj Amin al-Husseini, the Mufti of Jerusalem
·Muftism and Nazism: World War II Collaboration Documents
·Bosnian Moslems recruited the Nazi SS by Yasser Arafat's 'Uncle'
·Turning the West Bank into another "Bosnia" (Photo Album)
·The Farhud, the Mufti inspired Krystallnacht in Iraq, 1941
·A "Fatwa " Issued by Haj Amin al-Husseini in Iraq, pro-Nazi coup May, 1941
·The Syrian-Iraqi Baath party and its Nazi beginnings
·The Roots of Muslim Rage: Why so many Muslims deeply resent the West, and why their bitterness will not easily be mollified
·The history of the PLO and the International Legitimization of Terrorism
·History of Fedayeen, PLO, Fatah, PFLP, PFLP-GC, DFLP, etc Militant Palestinian Groups
·Saddam Hussein, nephew of Khayrallah Tulfah, of the 1941 Pro-Nazi coup in Iraq
·Hitler and the Arabs, How could they have missed it?
·A technique of propaganda called "Turnspeak"
·Arafat's use of "Turnspeak" to say Israel causes terrorism
·Yasser Arafat's Biography
·Yasser Arafat worthy successor to Haj Muhammad Amin al Husseini
·Yassir Arafat, 1929-2004
·Islamic Sermons on Temple Mount by the grandson of the Haj Amin al-Husseini, 2000

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

20. A Política Americana para o Oriente Médio

MITO
“A criação de Israel foi resultado da pressão americana”.

FATO
Quando as Nações Unidas assumiram a questão da Palestina. o presidente
Harry Truman afirmou explicitamente que os Estados Unidos não “usariam
ameaças ou pressões impróprias de qualquer ordem sobre outras delegações”.1

Não obstante, alguma pressão houve, e os EUA desempenharam um papel
importante na manutenção do apoio à resolução da partilha. Contudo, a
influência dos EUA era limitada, o que ficou claro quando nações alinhadas
aos Estados Unidos, como Cuba (naquela época) e Grécia votaram contra a
partilha, enquanto El Salvador e Honduras se abstiveram.

Muitos membros do Governo Truman eram contra a partilha, entre eles o
secretário de Defesa, James Forrestal, que acreditava que o sionismo constituía
uma ameaça para os estoques de petróleo americanos e sua posição
estratégica na região. O Pentágono temia que os árabes pudessem se alinhar
com os soviéticos no caso de serem marginalizados pelo Ocidente. Esses
opositores internos fizeram um grande esforço para inverter o apoio dos EUA
ao estabelecimento de um Estado judeu.2

Se por um lado muito tem sido escrito sobre as táticas dos defensores da
partilha, a conduta dos países árabes vem sendo ignorada há tempos. Na
verdade, dentro da ONU, eles estavam fortemente engajados numa quedade-
braço com sua própria gente, tentando impedir a partilha.3

MITO
“Os EUA ajudaram Israel contra os árabes
em 1948 devido a pressões do lobby judaico”.

FATO
Truman apoiou o movimento sionista porque acreditava que a comunidade
internacional tinha a obrigação de cumprir a promessa da Declaração Balfour
e porque era o que deveria ser feito humanitariamente a fim de melhorar a
situação dos judeus sobreviventes do Holocausto. Ele não acreditava que os
direitos dos árabes devessem ser ou fossem conciliados. Pode-se ter uma
idéia de sua opinião a partir do seu comentário sobre as negociações quanto
às fronteiras do Estado judeu:

“Toda a região aguarda por desenvolvimento, e se isso fosse feito
do modo como desenvolvemos a bacia do Rio Tennessee, ela
teria condições para acolher entre 20 e 30 milhões de pessoas
ou mais. Conforme uma visão construtiva e humanitária, o que
deveria ser feito de fato seria abrir a porta para esse futuro, o que
também redimiria as promessas feitas à época da Primeira Guerra
Mundial.4

O povo americano apoiou a política do presidente. Segundo pesquisas de
opinião pública, 65% dos americanos apoiava a criação de um Estado judeu.
Só no terceiro trimestre de 1947, 62.850 cartões postais, 1.100 cartas e
1.400 telegramas inundaram a Casa Branca, a maioria pedindo ao presidente
para exercer a influência americana nas Nações Unidas.5

Esse apoio público obteve reflexos no Congresso, onde uma resolução que
respaldava a Declaração Balfour fora adotada em 1922. Em 1944 ambos os
partidos nacionais pediram a restauração de uma nação judaica e, em 1945,
o Congresso adotou uma resolução semelhante.

Em vez de se render às pressões, Truman tendeu a reagir negativamente ao
“lobby judaico”. Ele se queixava constantemente de estar sendo pressionado
e chegou a falar em empilhar a propaganda dos judeus e acender um fósforo
sobre ela. Numa carta a Claude Pepper, Truman escreveu: “Se não fosse pela
interferência injustificada dos sionistas, já teríamos equacionado o problema
há um ano e meio”.6 Dificilmente essa seria a atitude de um político demasiadamente
preocupado com os votos dos judeus.

MITO
“A maioria dos americanos se opõe a
uma relação estreita dos EUA com Israel”.

FATO
O apoio a Israel não está restrito à comunidade judaica. Americanos de todas
as idades, raças e religiões simpatizam com Israel. Esse apoio tampouco é
político-partidário, uma vez que a maioria dos democratas e republicanos
tem favorecido Israel de maneira constante e com grande preponderância
sobre os árabes.

A melhor indicação da atitude dos americanos quanto a Israel está na
resposta à pergunta mais feita sobre o Oriente Médio: “Sobre a situação do
Oriente Médio, você simpatiza mais com Israel ou com as nações árabes?”
O Instituto Gallup é a organização que conduz a maior parte das pesquisas.
O apoio a Israel em suas pesquisas tem se mantido consistentemente ao
redor de 50% desde 1967.

Em 63 pesquisas Gallup desde 1967, Israel recebeu o apoio médio de 46%
do povo americano contra apenas pouco mais de 12% para os países árabes
e os palestinos. Os americanos nutrem uma simpatia um pouco maior pelos
palestinos em relação aos países árabes, mas os resultados das pesquisas
que pedem aos entrevistados para escolherem entre Israel e os palestinos
não diferem significativamente das demais pesquisas.

Algumas pessoas têm a percepção equivocada de que a simpatia por Israel já
foi muito maior, mas a verdade é que antes da Guerra do Golfo houve um
pico de 56%, o mesmo alcançado logo após a Guerra dos Seis Dias. Em
janeiro de 1991 a simpatia por Israel alcançou um recorde de 64%, segundo
o Gallup. Por outro lado, o apoio aos árabes caiu para 8%, com uma diferença
recorde de 56 pontos percentuais.

A pesquisa Gallup publicada em junho de 2002 verificou que a simpatia por
Israel era de 49% contra apenas 14% em favor dos palestinos, o que excede
o apoio médio a Israel, embora ainda esteja abaixo do recorde de 64% de
apoio durante a Guerra do Golfo.

A maioria dos entrevistados não acredita que os Estados Unidos devem tomar
partido no conflito, mas aqueles que assumem um lado apóiam Israel na
proporção de dez contra um (Gallup, abril de 2002). Mais de 75% dos
americanos também acredita que a paz entre palestinos e israelenses é algo
importante ou muito importante para os Estados Unidos.

As pesquisas também indicam que o público vê Israel como um aliado confiável
dos EUA, sentimento que se tornou mais forte durante a crise do Golfo.
Por exemplo, uma pesquisa do Instituto Harris Poll de 1991 verificou que 86%
dos americanos considera Israel um aliado próximo ou amigável. Esse foi o
nível mais alto jamais registrado numa pesquisa desse instituto. Em maio de
2002, uma pesquisa da ADL (Liga Anti-Difamação) verificou que 64% dos
americanos concordava que “Israel pode ser considerado um aliado leal”.

MITO
“A política dos EUA tem sido sempre hostil aos árabes”.

FATO
Os árabes raramente reconhecem o papel dos Estados Unidos em ajudá-los
a obter a independência. A atitude do presidente Wilson em favor da
autodeterminação de todas as nações e a entrada dos EUA na Primeira
Guerra Mundial ajudaram a provocar a dissolução do Império Otomano e a
estimular o movimento para a independência no mundo árabe.

Os árabes sempre afirmam que a política do Oriente Médio deveria ser
imparcial, enquanto o apoio ao inimigo, Israel, coloca-os necessariamente
em desvantagem. Por isso, tentam forçar os Estados Unidos a escolher entre
eles e Israel. Normalmente os EUA têm se recusado em cair nessa armadilha.

O fato de os Estados Unidos manterem uma estreita aliança com Israel ao
mesmo tempo em que mantêm boas relações com diversos países árabes
comprova que as duas coisas não são incompatíveis.

Há muito que os EUA buscam manter boas relações com os líderes árabes e,
em certas épocas, estiveram em alto nível. Na década de 1930, a descoberta
de petróleo levou as companhias americanas a estreitar relações com os
árabes do Golfo. Na década de 1950, os objetivos estratégicos dos EUA
estimularam um esforço para a formação de uma aliança de países árabes
pró-Ocidente. Nações como Iraque e Líbia eram amigos dos Estados Unidos
antes que alguns líderes radicais se apoderassem de seus respectivos
governos. O Egito, que era hostil aos EUA sob o regime de Nasser, com Sadat
passou para o campo pró-Ocidente.

Desde a Segunda Guerra Mundial os EUA têm prestado ajuda econômica e
militar à região e hoje em dia é o principal parceiro de nações como Jordânia,
Arábia Saudita, Marrocos, Egito e os emirados do Golfo. Embora os países
árabes culpem os Estados Unidos por suas derrotas nas guerras que eles
mesmos iniciaram contra Israel, a verdade é que os Estados Unidos têm dado
ou oferecido ajuda para a maioria dos beligerantes em algum momento.

Numa dada ocasião parecia que os EUA haviam perdoado a agressão de um
país árabe contra outro. Em 1963, por exemplo, reconheceram o regime
fantoche instalado pelos egípcios no Iêmen. Em 1991, enquanto fazia a
agressão de Saddam Hussein no Golfo recuar, o governo Bush fechou os
olhos quando a Síria completou sua virtual anexação do Líbano.

Enquanto Israel só é capaz de contar com a ajuda dos Estados Unidos, os
países árabes sempre puderam contar com uma gama de países ocidentais,
bem como com a União Soviética e seus aliados.

MITO
“Os Estados Unidos apóiam Israel
de maneira automática desde 1948”.

FATO
Os Estados Unidos são o aliado mais próximo de Israel em toda a sua história;
contudo, por muitas vezes já atuaram contra as pretensões do Estado judeu.

O empenho dos EUA em equilibrar o apoio a Israel com o apaziguamento dos
árabes começou em 1948, quando Truman titubeou quanto à partilha e a
defender a custódia. Após a invasão de Israel pelos países árabes ao redor, os
EUA mantiveram o embargo de armas, o que restringiu fortemente a capacidade
dos judeus se defenderem.



“As nações aliadas à concorrência plena de nosso governo e de
nosso povo concordam que devem ser estabelecidas na Palestina
as fundações de uma nação judia”.
- Woodrow Wilson, presidente dos EUA (3 de março de
1919).




Desde a guerra de 1948 os Estados Unidos se mostram dispostos a insistir em
projetos de reassentamento de refugiados árabes, bem como são relutantes
em questionar as violações árabes à Carta da ONU e às suas resoluções.

Assim, por exemplo, os árabes tiveram permissão para seguir adiante com o
bloqueio do Canal de Suez, boicotar Israel e cometer ações terroristas. Na
verdade, os EUA costumam adotar mais atitude contra Israel nas Nações
Unidas do que em seu favor e só usou seu poder de veto no Conselho de
Segurança para impedir uma resolução contra Israel a partir de 1972.

Talvez o exemplo mais dramático de como a política americana pode divergir
da israelense ocorreu durante a Guerra de Suez, quando o presidente
Eisenhower assumiu uma dura atitude contra Grã-Bretanha, França e Israel.

Após a guerra, a pressão americana forçou Israel a se retirar do território que
havia conquistado. David Ben-Gurion confiou em garantias americanas
dúbias, que lançaram as sementes de conflito de 1967.

Presidentes americanos adotaram ações contra Israel em diversas outras
ocasiões. Em 1981, por exemplo, Ronald Reagan suspendeu um acordo de
cooperação estratégica após Israel anexar as Colinas de Golã. Em outra
ocasião, suspendeu a entrega de aviões de combate devido à sua insatisfação
com a incursão israelense no Líbano.

Em 1991, o presidente Bush concedeu uma entrevista pedindo mais tempo
para avaliar um pedido israelense de garantias de empréstimo com fins de
ajudar a absorver judeus soviéticos e etíopes por discordar da política israelense
de assentamentos. Ao apostar o seu prestígio nesse atraso, Bush usou uma
linguagem destemperada que inflamou os ânimos e fez com que a
comunidade judaica temesse por um afloramento do anti-semitismo.

Embora seja quase sempre descrito como o presidente mais pró-Israel da
história, Bill Clinton também foi muitas vezes um crítico de Israel. O Governo
George W. Bush tampouco hesitou em criticar Israel por ações que considerava
contrárias aos interesses americanos, mas em geral é mais reservado
em suas declarações públicas.

MITO
“Os EUA sempre forneceram armas para garantir
a superioridade militar de Israel sobre os árabes”.

FATO
Antes de 1962, os Estados Unidos proporcionaram apenas uma quantidade
limitada de armas a Israel, inclusive munição e fuzis sem recuo (coice).
Naquele ano, o presidente Kennedy só vendeu mísseis antiaéreos Hawk depois
que a União Soviética forneceu bombardeiros de longo alcance ao Egito.

Em 1965, os EUA se converteram no principal fornecedor de armas para
Israel. Isso ocorreu em parte devido ao fato de a Alemanha Ocidental, cedendo
às pressões dos árabes, ter suspendido a venda de tanques ao Estado judeu.

Todavia, durante quase todo o Governo Johnson a venda de armas a Israel foi
equivalente a transferências do mesmo porte para os árabes. Assim, a primeira
venda de tanques americanos para Israel, em 1965, foi compensada por
uma venda semelhante à Jordânia.7

Os EUA só passaram a fornecer aviões para Israel a partir de 1966. Daí em
diante, foram estabelecidos acordos secretos para fornecer os mesmos aviões
ao Marrocos e à Líbia e foi vendido equipamento militar adicional para Líbano,
Arábia Saudita e Tunísia.8

Assim como em 1948, os Estados Unidos impuseram um embargo de armas
a Israel durante a Guerra dos Seis Dias, ao mesmo tempo em que os árabes
continuaram a receber armas soviéticas. A atitude israelense foi ainda mais
afetada pela decisão francesa de embargar a transferência de armas ao
Estado judeu, encerrando efetivamente seu papel como o outro único principal
fornecedor de armas para Israel.

Só quando ficou evidente que Israel não tinha outras fontes de fornecimento
de armas, ao mesmo tempo em que a União Soviética não tinha interesse em
limitar suas vendas para a região, é que o presidente Johnson concordou em
vender aviões Phantom, que deram ao Estado judeu sua primeira vantagem
qualitativa. “De agora em diante nos tornaremos o principal fornecedor de
armas para Israel”, afirmou o secretário assistente de Defesa, Paul Warnke,
ao embaixador israelense Yitzhak Rabin, “e nos comprometeremos ainda
mais intimamente com a situação de segurança de Israel e mais diretamente
com a dos Estados Unidos”.9

Daí em diante, os EUA passaram a seguir uma política graças à qual a vantagem
qualitativa de Israel foi mantida. Contudo, também continuaram
comprometidos em armar as nações árabes, fornecendo mísseis sofisticados,
tanques e aviões a Jordânia, Marrocos, Egito, Arábia Saudita e países do
Golfo. Assim, quando Israel recebeu caças F-15 em 1978, a Arábia Saudita
também os recebeu (e o Egito recebeu caças F-5E). Em 1981 a Arábia
Saudita recebeu pela primeira vez um sistema de armamentos que lhe deu
uma vantagem qualitativa em relação a Israel: os aviões-radar AWAC.

Atualmente Israel compra equipamentos americanos de ponta, porém muitos
países árabes também recebem alguns dos melhores tanques, aviões e mísseis
dos EUA. A margem de vantagem qualitativa, embora permaneça intacta,
sem dúvida é estreita.

MITO
“A ajuda dos EUA ao Oriente Médio é sempre
unilateral, com os árabes recebendo praticamente nada”.

FATO
Após a vitória de Israel em sua Guerra de Independência, os EUA
responderam a um apelo por auxílio econômico para ajudar a absorver
imigrantes ao aprovar um empréstimo de US$ 135 milhões pelo Banco de
Importação e Exportação e pela venda de bens excedentes. Tanto nos
primeiros anos do Estado de Israel como hoje em dia, o auxílio americano é
visto como um meio de promoção da paz.

Em 1951, o Congresso americano aprovou uma ajuda para Israel enfrentar
os encargos econômicos impostos pela chegada maciça de refugiados
judeus provenientes dos campos de refugiados na Europa e dos guetos dos
países árabes. Os árabes então se queixaram que os EUA os estava
negligenciando, embora na época não tivessem qualquer interesse no
auxílio americano ou necessidade disso. A Síria recusou ofertas de ajuda
dos EUA em 1951. Iraque e Arábia Saudita, países ricos em petróleo, não
precisavam da assistência econômica americana, e a Jordânia era colônia
britânica até a década de 1950. Depois de 1957, quando os Estados Unidos
se responsabilizaram por manter a Jordânia e retomaram o auxílio econômico
ao Egito, a assistência aos países árabes disparou. Os Estados Unidos
também eram de longe os maiores contribuintes da ajuda aos palestinos
por meio da UNRWA (Agência de Auxílio e Trabalho das Nações Unidas),
status que se mantém até os dias de hoje.

Desde a Segunda Guerra Mundial, Israel tem recebido mais ajuda direta
dos Estados Unidos do que qualquer outro país, mas os montantes recebidos
na primeira metade desse período foram relativamente pequenos. Entre
1949 e 1973, os EUA auxiliaram Israel com uma média de US$ 122 milhões
ao ano, num total de US$ 3,1 bilhões (na verdade, mais de US$ 1 bilhão
desse montante foram empréstimos para equipamento militar entre 1971
e 1973). Antes de 1971, Israel recebeu apenas US$ 227 milhões em ajuda
militar, tudo na forma de empréstimos ou vendas a crédito. O volume de
ajuda econômica a Israel também veio na forma de empréstimos. Em
contrapartida, os países árabes receberam quase o triplo antes de 1971:
US$ 4, 4 bilhões, ou US$ 170 milhões ao ano. Além disso, diferentemente
de Israel, que recebe praticamente toda a sua ajuda dos Estados Unidos, as
nações árabes vêm recebendo assistência de Ásia, Europa Oriental, União
Soviética e Comunidade Européia.



“Nossa sociedade é iluminada pelas reflexões espirituais dos
profetas hebreus. Estados Unidos e Israel têm em comum o
amor pela liberdade humana e a convicção pela forma democrática de vida”.
- Lyndon Johnson, presidente dos EUA, em discurso à Bnai Brith (10 de setembro de 1968).


Israel só passou a receber grandes valores em assistência a partir de 1974,
após a guerra de 1973 e os montantes aumentaram drasticamente depois dos
acordos de Camp David. Israel recebeu desde 1949 mais de US$ 90 bilhões em
ajuda. Apesar de ser um número impressionante, tem sido erodido pela inflação.

Os países árabes que assinaram acordos com Israel também têm sido
recompensados. Desde a assinatura do tratado de paz com Israel, o Egito tem
sido o segundo beneficiado pela ajuda externa americana (US$ 2 bilhões em
2002; Israel recebeu US$ 2,8 bilhões). A Jordânia também tem sido beneficiária
de altos níveis de ajuda desde que assinou um tratado com Israel
(passando de menos de US$ 40 milhões para mais de US$ 225 milhões).
Além disso, também foram perdoadas dívidas multibilionárias dessas duas
nações árabes com os Estados Unidos.

Após os acordos de Oslo, os Estados Unidos também passaram a fornecer
fundos aos palestinos. Atualmente, eles recebem US$ 80 milhões em ajuda
humanitária por meio da Agência Americana para o Desenvolvimento
Internacional (Usaid). A ajuda não é feita diretamente à Autoridade Palestina
porque esta é vista como corrupta. O presidente Bush advertiu especialmente
os palestinos que deveriam trocar seus líderes e aceitar reformas a fim de
obter assistência futura. “Posso lhes garantir”, declarou Bush, “que injetaremos
dinheiro numa sociedade corrupta e sem transparência”.10

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

19.1 Jerusalém

MITO
“A transferência de 20 famílias para a Casa
de Misericórdia St. John – no bairro cristão de
Jerusalém – é um exemplo da intenção de Israel
de retirar não-judeus de suas áreas na cidade”.

FATO
Israel sempre respeitou os direitos de liberdade de prática de todas as religiões.
A ação de mudança para a Casa de Misericórdia absolutamente não infringiu
esses direitos. A construção em questão não era uma igreja ou local sagrado
de qualquer espécie. Nem esses judeus nem o governo israelense tinham
qualquer intenção de interferir no acesso de cristãos à Igreja do Santo Sepulcro
ou a qualquer outro local sagrado na Cidade Velha.

“A base da nossa posição continua sendo que Jerusalém jamais
deverá voltar a ser uma cidade dividida. Não aprovamos o status quo
anterior a 1967; não é agora que defenderemos uma volta a isso”.
- Presidente George Bush19


O governo israelense foi criticado por seu suposto papel em financiar o
arrendamento. O governo mantém um amplo papel em programas de moradia
por todo o país. Foi dentro dessa estrutura que foi fornecida assistência
financeira à Ateret Cohanim, uma associação privada que é proprietária de
muitos edifícios na Cidade Velha.

Os líderes da OLP por trás da intifada expediram uma ordem para matar um
empresário armênio que vendeu o edifício às famílias judias.20
Um grupo que viu os esforços para explorar essa delicada situação foi a
Embaixada Cristã Internacional em Jerusalém: “Assim como há árabes muçul-
manos vivendo no bairro judeu da Cidade Velha, não há por que – se há
pessoas em seu bairro que querem alugar suas propriedades a judeus – eles
não fixarem residência lá”, declarou a embaixada. “Acreditamos que em
Israel, assim como em todas as nações democráticas, cristãos, muçulmanos
e judeus devem poder morar onde queiram. Negar aos judeus o direito de
viver em qualquer parte de Jerusalém é absurdo”.21

O patriarcado ortodoxo grego foi aos tribunais israelenses para apresentar
uma queixa contra a Casa de Misericórdia. O fato de a igreja ter levado o
assunto aos tribunais demonstra a crença no sistema de justiça de Israel. Em
1995 houve um acordo pelo qual o arrendamento da construção passou à
cidade de Jerusalém.

MITO
“A polícia matou 17 fiéis árabes no Monte
do Templo em 1990, num ataque gratuito”.

FATO
A razão ostensiva para a rebelião de 8 de outubro de 1990, que levou à
mortes de 17 árabes, foi que um grupo de fanáticos judeus conhecido como
Fiéis do Monte do Templo estava tentando colocar uma pedra fundamental
para a reconstrução do Templo.

O grupo havia recebido uma relutante permissão da polícia para marchar ao
redor do Monte do Templo carregando bandeiras israelenses. Entretanto, ao
ver uma grande multidão de muçulmanos reunidos no local, a polícia revogou
a permissão. Quando estourou a rebelião, os Fiéis do Monte do Templo estavam
rezando pacificamente a um quilômetro e meio dali.

Radicais árabes têm ajudado a pavimentar o caminho para a violência. Líderes
da Fatah e do Hamas estavam lutando para “mobilizar a insurgência da
intifada nos bairros de Jerusalém”.22 Os membros desses grupos se mobilizaram
no Monte do Templo após ouvir as convocações dos xeiques para
“defender” os locais sagrados do islã.
“Assim que a violência começou”, publicou o Washington Post, “jovens
palestinos atacaram a polícia com uma ferocidade e persistência sem
precedentes em Jerusalém ao longo dos três anos da intifada. Fontes árabes
dizem que o fervor dos jovens pode estar ligado ao que havia sido uma
campanha montada por líderes palestinos de Jerusalém nas últimas semanas
para aumentar o nível dos ataques, especialmente contra a polícia”.

Em meio à violência constante, os manifestantes atiravam pedras na direção
de peregrinos judeus, que estavam recitando tranqüilamente as orações de
Sucot diante do Muro Ocidental, abaixo. Jamal Nusseibe, filho do proeminente
professor palestino, admitiu que houve gente que trouxe pedras para o Monte
do Templo em suas mochilas escolares.23

Foram publicados dois relatórios israelenses oficiais com respeito à tragédia.
O primeiro foi da Comissão Zamir, indicada pelo governo, que concluiu que
uma multidão rebelada lançou pedras e objetos de metal sobre a polícia a
curta distância, colocando a vida dos policiais em perigo, levando-os a abrir
fogo para se defender. O relatório criticou a polícia israelense por sua atuação
no incidente, em particular pela falta de preparo para lidar com uma situação
que ela deveria ter previsto que poderia se tornar violenta. É difícil de imaginar
qualquer governo árabe publicando um relatório tão duro, com críticas
públicas à atuação de sua própria força policial.

Os meios de comunicação publicaram de maneira equivocada que o segundo
relatório contradizia as conclusões da Comissão Zamir. A investigação do juiz
Ezra Kama confirmou Zamir em pontos-chave. Kama não concluiu que
Israel “provocou” a rebelião. Entretanto, seu relatório afirma que “três mil
árabes, em sua maioria jovens, atenderam ao chamado (dos pregadores
muçulmanos para vir ao Monte do Templo a fim de ‘defendê-lo’); que as
pedras estavam preparadas de antemão; que os líderes muçulmanos sabiam
que não havia permissão para que os Fiéis do Monte do Templo se aproximassem
da área, e na verdade eles foram vistos deixando o local uma hora
antes do início da rebelião”.24

MITO
“Os EUA não acreditam que Jerusalém
deva ser capital unificada de Israel”.

FATO
Apenas dois países têm embaixadas em Jerusalém – Costa Rica e El Salvador.
Entre as 180 nações com as quais os Estados Unidos mantêm relações
diplomáticas, Israel é a única cuja capital não é reconhecida pelo governo
americano. A embaixada dos EUA, como a maioria das demais, está em Tel-
Aviv, a 64 km. Todavia, os Estados Unidos mantêm um consulado em
Jerusalém Oriental que atende os palestinos dos territórios e funciona
independentemente da embaixada, reportando-se diretamente a
Washington. Temos então a anomalia de os diplomatas americanos se
recusarem a se reunir com os israelenses em sua capital porque o status de
Jerusalém está em negociação, ao mesmo tempo em que mantêm contato
com os palestinos na cidade.

Em 1990 o Congresso americano aprovou uma resolução declarando que
“Jerusalém é e deve ser mantida como capital do Estado de Israel” e
“permanecer como uma cidade indivisível na qual os direitos de todas as
etnias e todos os grupos religiosos sejam protegidos”. Durante a campanha
presidencial de 1992, Bill Clinton afirmou: “Reconheço Jerusalém como
uma cidade indivisível e capital eterna de Israel, e acredito no princípio de
transferir nossa embaixada para Jerusalém”. Como ele nunca reiterou essa
atitude como presidente, a política oficial dos Estados Unidos continua sendo
que o status de Jerusalém é uma questão a ser negociada.

Num esforço para mudar essa política, o Congresso aprovou por ampla maioria
a Lei da Embaixada de Jerusalém em 1995. Essa lei, considerada um marco,
declarava que, por determinação da política oficial dos Estados Unidos,
Jerusalém deveria ser reconhecida como a capital indivisível e eterna de
Israel e exigia que a embaixada dos EUA em Israel fosse estabelecida em
Jerusalém no máximo até maio de 1999. A lei também incluía uma brecha
que basicamente facultava ao presidente ignorar a legislação caso considerasse
que assim estaria agindo em nome do que fosse melhor aos interesses
dos Estados Unidos. O presidente Clinton exerceu essa opção.

Durante a campanha presidencial de 2000, George W. Bush prometeu que,
como presidente, “daria início ao processo de transferência do embaixador
dos Estados Unidos para a cidade escolhida por Israel como sua capital”.25
Entretanto, em junho de 2001, Bush seguiu o precedente de Clinton e
exerceu a opção presidencial para evitar que a embaixada fosse transferida.

Enquanto os críticos dos esforços do Congresso americano para obrigar a
administração a reconhecer Jerusalém como capital de Israel insistem que
essa medida prejudicaria o processo de paz, os partidários da legislação
argumentam que ocorreria justamente o contrário. Eles afirmam que, ao
tornar clara a opinião americana de que Jerusalém deve permanecer
unificada sob a soberania israelense, as expectativas palestinas irrealistas
com respeito à cidade podem se tornar mais moderadas e, desse modo, se
ampliar as possibilidades de um acordo final.

MITO
“O Monte do Templo sempre foi um local muçulmano
sagrado e o judaísmo não tem qualquer ligação com ele”.

FATO
Durante a reunião de cúpula de Camp David em 2000, Yasser Arafat afirmou
que jamais houve um templo judaico no Monte do Templo.26 Um ano depois,
Ikrima Sabri, o Mufti de Jerusalém indicado pela Autoridade Palestina, declarou
à publicação alemã Die Welt: “Não há (sequer) o menor indício da existência
de um templo judaico nesse lugar no passado. Em toda a cidade, não há uma
só pedra para atestar a história judaica”.

Essas opiniões são desmentidas por um livro intitulado Um Guia Conciso
para al-Haram al-Sharif, publicado pelo Supremo Conselho Muçulmano
em 1930. O Conselho, organismo muçulmano máximo de Jerusalém
durante o Mandato Britânico, afirmava no guia que o local do Monte do
Templo “é um dos mais antigos do mundo. Sua santidade remonta a tempos
remotos. Sua identidade com o lugar do Templo de Salomão é inegável.

Segundo a crença universal, esse também é o local onde David ergueu um
altar para Deus e realizou oferendas queimadas e de paz”.

Numa descrição da área das Cavalariças de Salomão, convertidas em uma
nova mesquita por funcionários do Wacf islâmico em 1996, o guia declara:
“... pouco se sabe ao certo sobre a história antiga dessa câmara. Provavelmente
remonta à construção do Templo de Salomão... Segundo (Flávio) Josefo, foi
construída e usada como local de refúgio pelos judeus na época da conquista
de Jerusalém por Tito, no ano 70 EC”.27

Com mais autoridade, o Corão – livro sagrado do islã – descreve a construção
do primeiro templo (34:13) e relata a destruição do primeiro e segundo
templos (17:7).

A conexão do judaísmo com o Monte do Templo remonta a mais de três mil
anos e está enraizada na sua tradição e na sua história. Quando Abraão
amarrou seu filho Isaac sobre um altar como sacrifício a Deus, acredita-se
que o fez sobre o Monte Moriá, atual Monte do Templo. O local mais sagrado
do primeiro templo continha a Arca da Aliança original, e tanto o primeiro
como o segundo templos foram os centros da vida religiosa e social judaica
até a destruição do último pelos romanos. Após a destruição do segundo
templo, o controle do Monte do Templo passou pelas mãos de inúmeros
conquistadores poderosos.

O Domo da Rocha foi construído no lugar dos antigos templos durante o primeiro
período do domínio muçulmano. Judeus estritamente praticantes não visitam o
Monte do Templo por temerem pisar acidentalmente no local mais sagrado do
Templo, que guardava a Arca da Aliança original, porque o local exato no Monte
é desconhecido. Outros judeus e não-muçulmanos visitam-no com
conhecimento pleno e consentimento do Wacf, respeitando horários de orações
e modos de se vestir e não oferecendo qualquer ameaça à “profanação” do local.

MITO
“Israel não deve ter permissão para controlar o Monte do Templo
porque nega aos muçulmanos o acesso a seus lugares sagrados”.

FATO
Israel compartilha o Monte do Templo desde 1967, quando o ministro da
Defesa, Moshe Dayan, após reunificar Jerusalém, permitiu que o Wacf, a
autoridade islâmica, mantivesse sua autoridade civil sobre o Monte do Templo.

O Wacf se encarrega de supervisionar as atividades diárias no lugar. A presença
israelense na entrada do Monte do Templo garante o acesso para pessoas de
todas as religiões.

As únicas vezes em que Israel impede os muçulmanos de irem ao Monte do
Templo são durante períodos de grande tensão, quando a ameaça de violência
exige restrições para a entrada na área. Essas medidas, adotadas para
proteger os fiéis de todas as religiões, bem como os santuários da Cidade
Velha, geralmente duram um ou dois dias.

MITO
“Os palestinos têm sido cuidadosos na preservação
das relíquias arqueológicas do Monte do Templo”.

FATO
Embora tenha se recusado a reconhecer a soberania israelense sobre o
Monte do Templo, o Wacf cooperou com os inspetores israelenses na condução
dos trabalhos no sítio sagrado. Todavia, depois dos acordos de Oslo de 1993,
o Wacf, que era controlado pelos jordanianos, foi substituído por representantes
que se reportam à Autoridade Palestina. Após as rebeliões que
acompanharam a decisão israelense de abrir uma saída a partir do túnel do
Muro Ocidental, o Wacf deixou de cooperar com Israel. Em seguida o Wacf
passou a impedir os inspetores israelenses de supervisionar os trabalhos no
Monte, o que, acredita-se, está causando danos irreparáveis aos restos arqueológicos
dos períodos do primeiro e do segundo templos.

Os arqueólogos israelenses vêm denunciando que devido a extensas obras
de construção, milhares de toneladas de pedregulhos – que poderiam conter
relíquias importantes – têm sido removidos do Monte e descarregados no
lixo. Alguns especialistas dizem que mesmo que os artefatos não sejam
destruídos, vão ficar inutilizados do ponto de vista arqueológico porque os
trabalhadores palestinos da construção, ao extraírem a terra com escavadeiras,
acabam misturando achados de diversos períodos.28

Diante da situação delicada do Monte do Templo e das tensões entre
israelenses e palestinos, por causa de Jerusalém, o governo de Tel-Aviv
não tem interferido nas atividades do Wacf. Enquanto isso, a destruição do
passado continua.

MITO
“Ao escavar o túnel do Muro Ocidental, Israel
ameaçou a integridade do Monte do Templo e
da Mesquita de Al-Aksa e foi condenado por
isso pelo Conselho de Segurança da ONU”.

FATO
A parte mais conhecida do que ainda resta das construções de Herodes no
Monte do Templo é a tradicional área de orações judaicas do Muro Ocidental,
que permanece exposta acima do nível do solo ao longo de dois mil anos. A
conquista da Cidade Velha na Guerra dos Seis Dias ofereceu a oportunidade
de exploração ao longo da continuação do Muro Ocidental desde o lado norte
da praça de orações. Longas seções do muro sul do Monte do Templo e sua
quina sudoeste ficaram expostas durante a década de 1970, o que forneceu
um quadro mais claro das monumentais muralhas de Herodes que rodeavam
o Monte do Templo e das grandes áreas planejadas de construção pública no
lado externo.

Um túnel permite aos visitantes caminhar por dois mil anos de pedras ao
longo de uma das mais antigas trilhas subterrâneas de Jerusalém, que começa
na praça do Muro Ocidental e termina na Via Dolorosa. Durante anos Israel
manteve a saída fechada para evitar provocar os palestinos, que já se mostravam
irritados com a escavação. Isso obrigava os visitantes do túnel a regressar
pelo mesmo caminho por onde haviam entrado, algumas vezes tendo que
literalmente passar de lado e apertar os que passavam na direção contrária.
Em setembro de 1996, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiu
abrir a saída, o que foi feito tarde da noite a fim de reduzir as possibilidades de
violência; entretanto, deu a impressão de estar fazendo algo clandestino. Os
palestinos (e muçulmanos de toda parte) se rebelaram em reação à ação
israelense, pois interpretaram-na como uma violação provocativa dos acordos
de paz e parte de uma campanha israelense para arruinar os lugares
muçulmanos sagrados.

O Conselho de Segurança da ONU adotou a Resolução 1.093 depois que o
representante saudita protestou contra Israel pela abertura do túnel “nas
vizinhanças da mesquita de Al-Aksa”. Na verdade, o túnel é um sítio arqueológico
que nada tem a ver com a mesquita. A restauração do túnel do Muro
Ocidental foi feita como parte de um esforço continuado por parte de Israel
para revelar os principais achados arqueológicos de Jerusalém e incrementar
a infra-estrutura do turismo na Cidade Velha.

“O movimento sionista inventou que esse era o local do templo
de Salomão. Mas tudo isso é uma mentira”.
- Xeique Raed Salah, um líder do movimento islâmico em Israel 29


O túnel foi novamente escavado sob supervisão de arqueólogos e engenheiros.
Nenhum local arqueológico ou religioso foi afetado por sua construção. O
túnel não passa por baixo do Monte do Templo e sua restauração não ameaçou
qualquer das construções ou demais estruturas da Cidade Velha. Nenhuma
propriedade particular foi expropriada, condenada ou confiscada para a
realização desse projeto.

Além disso, a restauração do túnel não violava o Acordo Interino entre Israel
e os palestinos, já que restaurações arqueológicas em Jerusalém não são
citadas nesse documento.

A polêmica finalmente chegou ao fim e hoje em dia o túnel pode ser visitado
pelos turistas. Devido à abertura da saída, os turistas têm fácil acesso à Via

Dolorosa a partir da praça do Muro Ocidental, o que coincidentemente beneficia
os comerciantes do bairro muçulmano quando os visitantes saem do túnel.

MITO
“A internacionalização é a melhor solução para
resolver as reivindicações conflitantes sobre Jerusalém”.

FATO
A aparente impossibilidade de resolução das reivindicações conflitantes
quanto a Jerusalém tem levado algumas pessoas a ressuscitar a idéia de
internacionalizar a cidade. Ironicamente, essa idéia teve pouco apoio ao
longo dos 19 anos em que a Jordânia controlou a Cidade Velha e impediu o
acesso de judeus e muçulmanos de Israel a seus locais sagrados.

O fato de Jerusalém ser disputada ou de que é importante para outros povos
além dos judeus israelenses não significa que a cidade pertença a outros ou
deva ser governada por algum tipo de regime internacional. Não há
precedentes para um arranjo desse tipo. O que houve de mais próximo a uma
cidade internacional foi a Berlim do pós-guerra, quando as quatro potências
compartilharam o controle da cidade. A experiência se mostrou desastrosa.

Mesmo que Israel fosse receptivo a uma idéia desse tipo, será que haveria
um grupo internacional passível de confiança para proteger as liberdades
que Israel já garante? Com certeza não as Nações Unidas, que não têm
demonstrado qualquer compreensão dos interesses israelenses desde a
partilha. Israel só pode contar com o apoio dos Estados Unidos e é só no
Conselho de Segurança das Nações Unidas que um veto americano pode
proteger o país da política danosa de outras nações.

MITO
“Israel tentou incendiar a Mesquita de Al-Aksa em 1969”.

FATO
A disposição dos líderes árabes de empregar calúnias na sua propaganda foi
demonstrada quando o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, e outros
líderes convocaram uma Guerra Santa contra Israel quando um incendiário
pôs fogo na mesquita de Al-Aksa em agosto de 1969. O culpado era um
turista cristão australiano, Michael Rohan, que confessou o crime. O acusado
foi processado e considerado mentalmente desequilibrado.

“Eu seria cego para negar a ligação dos judeus com Jerusalém”.
- Sari Nusseibeh,
representante da Autoridade Palestina em Jerusalém
30


Notas
1 Encounter (fevereiro de 1968).
2 John Oesterreicher e Anne Sinai, eds. Jerusalem. New York: John Day, 1974, pág.
1; Agência Central de Estatísticas de Israel; Fundação Jerusalém; Municipalidade
de Jerusalém. Os dados de 2000 incluem nove mil sem religião definida.
3 Leon e Jill Uris. Jerusalem. New York: Doubleday and Company, 1981, pág. 13.
4 Teddy Kolleck. Jerusalem. District of Columbia: Washington Institute for Near
East Policy, 1990, pág.19-20.
5 Kollek, pág. 20-24.
6 Sir Evelyn Shuckburgh. Descent to Suez; Diaries 1951-56. Londres, 1986.
7 American Journal of International Law (abril de 1970), pág. 346-347.
8 New York Times (7 de dezembro de 1949).
9 Relatório Especial do Conselho de Custódia (14 de junho de 1950).
10 Kollek, pág. 15.
11 Kollek, pág. 16.
12 Kollek, pág. 15.
13 Meron Benvenisti. Jerusalem, The Torn City. Minnesota: University of Minnesota
Press, 1976, pág. 44, 60-61.
14 Catholic Herald of London (6 de outubro de 1967).
15 Near East Report (2 de abril de 1990).
16 Relatório Anual sobre Liberdade Religiosa Internacional 2001. District of Columbia:
Agência para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Departamento de Estado
dos EUA, dezembro de 2001.
17 Kollek, pág. 62.
18 New York Times (12 de março de 1980).
19 Carta do presidente George Bush ao prefeito de Jerusalém, Teddy Kolleck (20 de
março de 1990).
20 Reuters (19 de abril de 1990).
21 Declaração da Embaixada Cristã Internacional (18 de abril de 1990).
22 Washington Post (14 de outubro de 1991).
23 60 Minutes (2 de dezembro de 1990).
24 Jerusalem Post (17 de agosto de 1991).
25 Discurso na Conferência de Política da AIPAC (American Israel Public Affairs Committee
– Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense) (22 de maio de 2000).
26 Entrevista con Dennis Ross. Fox News Sunday (21 de abril de 2002).
27 Jerusalem Post (26 de janeiro de 2001).
28 Jewish Telegraphic Agency (12 de fevereiro de 2001).
29 Jewish Telegraphic Agency (12 de fevereiro de 2001).
30 Jerusalem Post (12 de novembro de 2001).

19. Jerusalém

MITO
“Jerusalém é uma cidade árabe”.


FATO
Os judeus vivem em Jerusalém por aproximadamente dois milênios
ininterruptamente e constituem a maior comunidade populacional da cidade
desde 1840. Em Jerusalém está o Muro Ocidental (Muro das Lamentações)
do Monte do Templo, o lugar mais sagrado do judaísmo.

Jerusalém jamais foi a capital de qualquer nação árabe. Na verdade, era um
local afastado da maior parte da história árabe. Jerusalém nunca foi capital
de província sob um governo muçulmano nem um centro cultural islâmico.

Para os judeus, toda a cidade é sagrada; em contrapartida, os muçulmanos
veneram um lugar – o Domo da Rocha – e não a cidade. “Para um
muçulmano”, assinalou o escritor britânico Christopher Sykes, “há uma
diferença profunda entre Jerusalém, de um lado, e Meca ou Medina, de
outro. As últimas são lugares sagrados que contêm locais sagrados”. Segundo
ele, além do Domo da Rocha, Jerusalém não tem maior significado islâmico.1



MITO
“Jerusalém não precisa ser a capital de Israel”.

FATO
Desde que o Rei David fez de Jerusalém a capital de Israel, há mais de três mil anos,
a cidade vem desempenhando um papel central na existência judaica. O Muro

Sagrado judaico e o lugar mais sagrado do judaísmo – é objeto de veneração
e centro das orações judaicas. Há milhares de anos os judeus rezam três
vezes ao dia: “A Jerusalém, tua cidade, regressaremos com júbilo” e repetem
o voto do salmista: “Se me esquecer de ti, Ó Jerusalém, que a minha mão
direita perca a sua destreza”.

Jerusalém “conheceu apenas dois períodos de verdadeiro esplendor e estes
estão separados por dois mil anos. O esplendor ocorreu tão somente sob o
governo judaico”, escreveram Leon e Jill Uris no livro Jerusalém. “Isso é
assim porque os judeus são os que mais a amam e permanecem fiéis a esse
amor ao longo dos séculos da sua dispersão... É o mais longo e profundo caso
de amor de toda a história”.3
MITO
“Os árabes estavam dispostos a aceitar a internacionalização de
Jerusalém. Os judeus foram contra a idéia. Devido à sua intransigência,
hoje em dia Israel ocupa ilegalmente a cidade inteira”.

FATO
Quando as Nações Unidas assumiram a questão palestina em 1947,
recomendaram que toda Jerusalém fosse internacionalizada. O Vaticano e
muitas delegações predominantemente católicas pressionaram por esse
status, mas uma razão chave para a decisão da ONU foi o desejo de o bloco
soviético contrariar o rei Abdula da Transjordânia e seus patronos britânicos
negando ao rei o controle da cidade.

“Por três mil anos Jerusalém tem sido o centro da esperança e
das aspirações judaicas. Nenhuma outra cidade desempenha um
papel tão dominante na história, na cultura, na religião e na
consciência de um povo como Jerusalém na vida dos judeus e do

judaísmo. Ao longo dos séculos, Jerusalém permanece viva
nos corações dos judeus de todo o mundo como foco central da
história judaica, símbolo da sua antiga glória, cumprimento
espiritual e renascimento moderno. Esse coração e essa alma dos
judeus compõem a idéia de que, se você quiser uma única palavra
para simbolizar toda a história judaica, esta palavra é Jerusalém”.


- Teddy Kollek4

Após muita reflexão, a Agência Judaica concordou em aceitar a internacionalização
na esperança de, em curto prazo, proteger tanto a cidade do derramamento
de sangue como o novo país de conflitos. Como a resolução da partilha
pedia um referendo sobre o status da cidade em dez anos e os judeus cons-
tituíam uma maioria substancial, a expectativa era que mais adiante a cidade
seria incorporada a Israel. Os países árabes se opuseram à internacionalização
de Jerusalém do mesmo modo como foram contra o resto do plano de partilha.5
Em maio de 1948, a Jordânia invadiu e ocupou Jerusalém Oriental, dividindo
a cidade pela primeira vez em sua história e levando milhares de judeus –
cujas famílias haviam vivido na cidade por séculos – ao exílio. O plano de
partilha das Nações Unidas, inclusive a sua proposta de internacionalização
de Jerusalém, foi superado pelos acontecimentos.
Após a recusa da Resolução 141 das Nações Unidas pelos países árabes – e,
em 11 de dezembro de 1948, da Resolução 194, que estabelecia a Comissão
de Conciliação das Nações Unidas para a Palestina – o primeiro-ministro
David Ben-Gurion declarou que Israel não aceitaria mais a internacionalização
de Jerusalém.
De 1948 a 1967, a cidade esteve dividida entre Israel e Jordânia. Israel
fez de Jerusalém Ocidental a sua capital; a Jordânia ocupava a seção
oriental. Como a Jordânia – assim como todos os países árabes da época
– mantinha um estado de guerra com Israel, a cidade se converteu,
essencialmente, em dois campos armados, repletos de muros de concreto
e bunkers (abrigos antiaéreos), cercas de arame farpado, campos minados
e outras fortificações militares.
Em 1967, a Jordânia ignorou o pedido de Israel para que permanecesse fora
da Guerra dos Seis Dias e atacou a parte ocidental da cidade. Os jordanianos
foram derrotados pelas forças israelenses e retirados de Jerusalém Oriental,
permitindo que a unidade da cidade fosse restaurada. Teddy Kollek, prefeito
de Jerusalém por 28 anos, chamou a reunificação da cidade de “a realização
prática dos objetivos do movimento sionista”.
Como Israel estava se defendendo da agressão das guerras de 1948 e 1967,
o especialista em direito internacional Steven Schwebel escreveu que a
reivindicação de Israel pela soberania sobre Jerusalém era melhor do que a
dos seus vizinhos árabes.7
MITO
“A Jordânia aceitou a internacionalização”.
FATO
A Jordânia se opôs à internacionalização desde o início, quando se uniu aos
demais países árabes na rejeição à partilha. O delegado da Jordânia, Fawzi
Pasha Malki, falou duramente perante o Comitê Político Ad Hoc das Nações
Unidas, em 6 de dezembro de 1949:
“Minha delegação não acredita que qualquer forma de
internacionalização... sirva a algum propósito, já que os lugares
sagrados sob proteção e controle de meu governo estão sãos e
salvos, sem qualquer necessidade de um regime especial”.8
Quando o Conselho de Curadoria se reuniu em Genebra, no início de 1950,
para redigir uma nova lei para o governo de Jerusalém, a Jordânia negou à
ONU permissão para qualquer tipo de supervisão.9

Naquele ano, a Jordânia anexou todo o território que ocupara a oeste do Rio
Jordão, inclusive Jerusalém Oriental. Os demais países árabes não
reconheceram formalmente a ação jordaniana e a Liga Árabe expulsou-a de
seus quadros. Finalmente, foi firmado um acordo pelo qual os demais governos
árabes concordavam em deixar toda a Cisjordânia e Jerusalém Oriental para
os palestinos “sob custódia” dos jordanianos.
“Vocês devem permitir que os judeus tenham Jerusalém; foram
eles que a fizeram famosa”.
- Winston Churchill à diplomata Evelyn Shuckburgh, 1956

MITO
“De 1948 a 1967, a Jordânia garantiu liberdade
de culto para todas as religiões em Jerusalém”.

FATO
Em violação ao Acordo de Armistício de 1949, a Jordânia negou aos israelenses
acesso ao Muro Ocidental e ao cemitério do Monte das Oliveiras, onde os
judeus enterram seu mortos há mais de 2.500 anos. Conforme o parágrafo 8
do acordo, Jordânia e Israel concordaram em estabelecer comitês para organizar
a retomada do funcionamento normal das instituições culturais e humanitárias
no Monte Scopus, bem como o livre acesso à área; o uso do cemitério no
Monte das Oliveiras e o livre acesso a lugares sagrados e instituições culturais.
Segundo Teddy Kollek, sob o governo jordaniano “os cristãos israelenses foram
submetidos a diversas restrições durante as peregrinações periódicas a seus
locais sagrados” em Jerusalém. “Apenas poucas pessoas recebiam permissão
para visitar rapidamente a Cidade Velha e Belém no Natal e na Páscoa”.10
Em 1955 e 1964, a Jordânia aprovou leis que impunham um rígido controle
do governo sobre as escolas cristãs, incluindo restrições à abertura de escolas,
controle estatal sobre as finanças das escolas e a indicação de professores,
bem como a exigência de ensino do Corão. Em 1953 e 1965, a Jordânia
adotou leis que revogavam o direito de instituições religiosas e beneficentes
cristãs de adquirir propriedades em Jerusalém.
Em 1958, a polícia prendeu o patriarca armênio eleito e deportou-o da
Jordânia, preparando o caminho para a eleição de um patriarca apoiado pelo
governo do rei Hussein. Em conseqüência dessas políticas repressivas, muitos
cristãos emigraram de Jerusalém e seu número decaiu de 25 mil em 1949
para menos de 13 mil em junho de 1967.11
Essas leis discriminatórias foram abolidas por Israel após a reunificação da
cidade em 1967.
MITO
“A Jordânia salvaguardou os lugares judaicos sagrados”.
FATO
A Jordânia profanou locais judaicos sagrados. O rei Hussein permitiu a
construção de uma rodovia até o Hotel Intercontinental que atravessava o
cemitério do Monte das Oliveiras. Centenas de túmulos judaicos foram
destruídos por uma estrada que poderia ser facilmente construída em outro
lugar. As lápides, que honravam a memória de rabinos e sábios, foram usadas
pelas empresas de engenharia da Legião Árabe Jordaniana como pavimento
e latrinas de acampamentos militares (as inscrições nas pedras ainda eram
visíveis quando Israel libertou a cidade).
O antigo bairro judeu da Cidade Velha foi devastado, 58 sinagogas de Jerusalém
– algumas existentes há séculos – foram destruídas ou postas em ruínas e
outras foram convertidas em estábulos e galinheiros. Moradias modestas
foram construídas usando o Muro Ocidental como apoio.12
MITO
“A Jordânia esforçou-se para melhorar as condições na Jerusalém
Oriental árabe. Em contrapartida, as autoridades israelenses
puseram abaixo centenas de casas árabes naquela parte da
cidade, deixando muitos residentes árabes sem moradia”.

FATO
Assim como ocorrera sob governos islâmicos anteriores, o rei Hussein
negligenciou Jerusalém. Após a ocupação da Cidade Velha em 1967, o
alcance desse descuido ficou claro quando Israel descobriu que grande parte
da cidade carecia até mesmo dos serviços municipais mais básicos, como
abastecimento de água corrente, encanamento e eletricidade.13 Como
resultado da reunificação, esses e outros serviços municipais necessários
foram estendidos até os lares e estabelecimentos comerciais árabes em
Jerusalém Oriental.
As autoridades israelenses descobriram que centenas de moradores
clandestinos haviam construído suas casas no bairro judeu. Os engenheiros
civis israelenses retiraram as ruínas e reconstruíram o bairro, mas só depois
de oferecer-lhes uma compensação ou moradia em outros lugares.

MITO
“Sob o governo de Israel, a liberdade de
religião em Jerusalém foi restringida”.

FATO
Após a guerra de 1967, Israel aboliu todas as leis discriminatórias promulgadas
pela Jordânia e adotou suas próprias medidas para salvaguardar o acesso aos
santuários religiosos: “Qualquer um que fizer algo considerado uma violação
à liberdade de acesso dos membros das distintas religiões aos locais que lhes
são sagrados”, estipula a lei israelense, “estará sujeito à prisão por um período
de cinco anos”. Israel também delegou a administração dos lugares sagrados
às suas respectivas autoridades religiosas. Assim, por exemplo, o Wacf
muçulmano é responsável pelas mesquitas do Monte do Templo.
As irmãs de caridade do hospital São Vicente de Paulo, de Jerusalém,
repudiaram os ataques à conduta israelense em Jerusalém alguns meses
depois que Israel assumiu o controle da cidade: “Nosso trabalho aqui se
tornou especialmente feliz e o nosso caminho agora é mais suave graças à
boa vontade das autoridades israelenses... mais suave não apenas para nós,
mas (o mais importante) para os árabes sob nossos cuidados.14
O ex-presidente Jimmy Carter reconheceu que a liberdade religiosa aumentara
sob o governo israelense. Não há “qualquer dúvida” de que Israel foi mais eficiente
do que Jordânia em salvaguardar o acesso aos lugares sagrados. “Hoje em dia
o acesso é irrestrito”, declarou Carter. “Não era assim entre 1948 e 1967”.15
O Departamento de Estado dos EUA afirma que, embora Israel não tenha uma
constituição, a lei garante liberdade de culto e o governo respeita esse direito.16
MITO
“Israel nega a muçulmanos e cristãos o
livre acesso aos seus lugares sagrados”.
FATO
Desde 1967 centenas de milhares de muçulmanos e cristãos – muitos deles
provenientes de países árabes que permanecem em estado de guerra com
Israel – vão a Jerusalém para visitar seus locais sagrados. Os líderes árabes
estão livres para visitar Jerusalém para rezar se assim desejam, como fez o
presidente egípcio, Anuar Sadat, na mesquita de Al-Aksa. Por razões de
segurança, algumas vezes são impostas restrições temporárias no Monte do
Templo, mas o direito de culto não está limitado e outras mesquitas permanecem
acessíveis, mesmo em momentos de grande tensão.
Segundo o islã, o profeta Maomé foi transportado milagrosamente de Meca
a Jerusalém e dali ascendeu ao céu. O Domo da Rocha e a mesquita de Al-
Aksa, ambas construídas no século VII, identificaram Jerusalém de maneira
definitiva como o Lugar Remoto mencionado no Corão e, portanto, o lugar
mais sagrado depois de Meca e Medina. Os direitos muçulmanos sobre o
Monte do Templo, local dos santuários, não têm sido infringidos. Embora este
seja o lugar mais sagrado para o judaísmo, Israel tem deixado o Monte do
Templo sob controle das autoridades muçulmanas.
Para os cristãos, Jerusalém é o lugar onde Jesus viveu, pregou, morreu e
ressuscitou. Embora a Igreja coloque uma ênfase maior na Jerusalém celestial,
mais do que na terrena, os lugares mencionados no Novo Testamento como
lugares do ministério de Jesus atraem peregrinos e crentes devotos há séculos.
Entre esses lugares estão a Igreja do Santo Sepulcro, o Jardim Guetsêmani, o
local da Última Ceia e a Via Dolorosa com suas 14 Estações da Cruz.
Os direitos das diversas igrejas cristãs de custódia dos locais sagrados cristãos
em Jerusalém foi definido durante o século XIX, quando Jerusalém era parte do
Império Otomano. Esses direitos, conhecidos como “o acordo para o status quo
dos locais sagrados cristãos em Jerusalém”, permaneceram em vigor durante
o período do Mandato Britânico e ainda são mantidos até hoje em Israel.
MITO
“A política israelense estimula os ataques de
judeus fanáticos contra residentes muçulmanos
e cristãos bem como aos seus lugares sagrados”.
FATO
As autoridades israelenses têm tentado sistematicamente impedir os fanáticos
– de todas as crenças – de profanar lugares religiosos ou cometer atos de
violência contra eles. Quando são incapazes de impedir a ocorrência desses
atos, Israel pune com severidade os vândalos. Por exemplo, Allen Goodman,
um israelense desequilibrado que em 1982 passou a atirar loucamente no
Monte do Templo, foi condenado à prisão perpétua.
Em 1984, as autoridades israelenses se infiltraram num um grupo judeu que
planejava perpetrar atos de violência contra locais e civis não-judeus. Os
terroristas foram processados e presos.
Em 1990, os Fiéis do Monte do Templo, um grupo extremista judeu, tentou
marchar até o Monte do Templo na Sucot (Festa das Cabanas) para colocar a
pedra inaugural do Terceiro Templo. A polícia, temendo que esse desfile
pudesse provocar a ira dos muçulmanos e exacerbar uma situação já tensa
criada pela intifada e pelos acontecimentos no Golfo Pérsico, negou-lhes o
direito à marcha. A decisão foi ratificada pela Suprema Corte de Israel, fato
comunicado imediatamente aos líderes religiosos muçulmanos e à imprensa
árabe. Apesar da ação preventiva de Israel, “líderes muçulmanos e ativistas
da intifada continuaram a incitar seus fanáticos para o confronto”,17 o que
levou a uma rebelião trágica na qual 17 árabes foram mortos.

Desde então Israel tem estado especialmente vigilante e faz todo o possível
para evitar qualquer provocação da parte de grupos ou indivíduos que possam
ameaçar a santidade dos lugares sagrados de qualquer religião.
MITO
“Israel restringe os direitos políticos
dos árabes palestinos em Jerusalém”.
FATO
Além da liberdade religiosa, os árabes palestinos de Jerusalém desfrutam de
direitos políticos sem precedentes. Os residentes árabes tiveram a opção de
receber a cidadania israelense, mas muitos preferiram conservar sua cidadania
jordaniana. Além disso, independentemente de serem ou não cidadãos,
os árabes de Jerusalém têm permissão para votar nas eleições municipais e
para participar da administração da cidade.
MITO
“Segundo a Resolução 242 da ONU, Jerusalém
Oriental é considerada território ocupado. Portanto,
a sua anexação por Israel viola a resolução”.
FATO
Um dos redatores da resolução das Nações Unidas foi o então embaixador
dos EUA na ONU, Arthur Goldberg. Segundo Goldberg, “a Resolução 242 não
se refere absolutamente a Jerusalém, e essa omissão foi deliberada...
Jerusalém era um assunto à parte, desvinculado da Cisjordânia”. Em vários
discursos nas Nações Unidas, em 1967, Goldberg afirmou: “Já disse em muitas
ocasiões que as linhas do armistício de 1948 seriam temporárias. É claro que
isso se aplicava em particular a Jerusalém. Em nenhum momento nesses
muitos discursos me referi a Jerusalém Oriental como um território ocupado”.18
Depois de 1948, a Assembléia Geral da ONU aprovou três resoluções que pediam
a internacionalização de Jerusalém. A questão foi abandonada até o momento
em que Israel adquiriu o controle da cidade. Desde 1967, as Nações Unidas,
que por 19 anos ignoraram a ocupação da cidade pela Jordânia, vêm adotando
numerosas resoluções criticando Israel por alterar o status de Jerusalém.
MITO
“Jerusalém Oriental deveria fazer parte de um
Estado palestino porque todos os seus residentes
são árabes palestinos e nenhum judeu jamais viveu ali”.
FATO
Antes de 1865 toda a população de Jerusalém vivia dentro dos muros da
Cidade Velha (o que hoje em dia seria considerado parte do setor oriental).

Mais tarde a cidade passou a se expandir para além dos muros devido ao
crescimento populacional, e tanto judeus como árabes passaram a construir
novas áreas.
À época da partilha uma próspera comunidade judaica vivia na parte oriental
de Jerusalém, uma área que incluía o bairro judeu da Cidade Velha. Essa área
também compreende muitos lugares de importância para a religião judaica,
como a Cidade de David, o Monte do Templo e o Muro Ocidental. Além disso,
instituições importantes como a Universidade Hebraica e o Hospital Hadassa
original estão no Monte Scopus, que fica em Jerusalém Oriental.
A única vez em que a parte oriental de Jerusalém foi exclusivamente árabe foi
entre 1949 e 1967, e isso porque a Jordânia ocupou a área e expulsou os judeus.

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

18.2 Os Levantes Palestinos

MITO
“Israel fechou três faculdades no território
da Autoridade Palestina em janeiro de
2003 para punir e humilhar os palestinos”.

FATO
Apesar de mais de dois anos de violência e provocação, muitas vezes vindas
de faculdades na Cisjordânia, Israel não interferiu nas aulas. A esperança era
de que os palestinos fixassem sua atenção nos estudos e não em atividades
políticas. Infelizmente estas escolas vêm dirigindo cada vez mais suas energias
para a promoção da violência do que para a educação. Israel apenas agiu
contra as faculdades quando ficou claro que estas haviam se convertido em
centros de incitamento e doutrinação em vez de promover a educação.

Quando as forças israelenses entraram nas escolas, encontraram faixas,
pôsteres, bandeiras, fitas de áudio e cadernos de jovens adornados com as
fotos de homens-bomba. As salas de aula estavam repletas de pôsteres
louvando o terrorismo e glorificando os homens-bomba. Fitas de áudio
clamando pela destruição de Israel, confeccionadas por diferentes
organizações terroristas, foram encontradas dentro das salas de aula. Estes
não eram somente materiais trazidos para as escolas por estudantes, mas
eram distribuídas pelas próprias faculdades.

A situação dos campi palestinos ilustra a dificuldade de se buscar um processo
de paz enquanto jovens palestinos são ensinados, em suas escolas, a buscar
o terror e a destruição de seu vizinho. Os materiais distribuídos – que também
fazem parte do currículo – violam os acordos de paz que os palestinos
assinaram renunciando a incitamentos desta ordem. Israel adotou estas
medidas para proteger seus cidadãos, não para punir ou humilhar os
palestinos. Incidentalmente, a Autoridade Palestina também fecha faculdades
nos territórios quando seus dirigentes acreditam que os estudantes
apresentam condutas que ameaçam a sua autoridade.


MITO
“Israel usa postos de inspeção para humilhar os palestinos”.

FATO
É comum que as nações protejam suas fronteiras e estabeleçam postos de
inspeção para impedir que pessoas entrem ilegalmente em seus países. Os
Estados Unidos têm postos em suas fronteiras e aeroportos e, como os
americanos puderam ver em 11 de setembro (de 2001), estas são precauções
de segurança necessárias, embora não infalíveis.

No caso de Israel, a necessidade de postos foi criada pelos palestinos. Ao
realizarem uma violenta campanha de terror contra cidadãos israelenses,
eles forçam Israel a erguer barreiras que dificultem o máximo possível que
terroristas entrem no país ou viajem ao longo dos territórios com o objetivo
de cometer atos de violência. Os postos são inconvenientes para os palestinos
inocentes, mas eles de fato evitam o terror e poupam vidas.

Por exemplo, em 2 de novembro de 2002, uma perua carregada de caixas de
calças jeans foi retida em um destes postos. Os soldados verificaram as
carteiras de identidade dos homens que estavam na perua e descobriram
que um dos passageiros era procurado. A perua foi esvaziada e, quando os
soldados abriram a última caixa, descobriram um cinto com explosivos que
estava sendo enviado a um homem-bomba. Duas semanas depois, um táxi foi
detido no mesmo posto. Os soldados encontraram dois computadores no bagageiro
que pareciam pesados demais. Eles abriram as caixas e encontraram dois
cintos com explosivos. Foi encontrada também uma sacola com um revólver.72

As reportagens sensacionalistas dos meios de comunicação, juntamente
com a propaganda anti-Israel, sugerem que Israel está constrangendo
mulheres palestinas nos postos de verificação. Infelizmente, as mulheres
não podem ser ignoradas como ameaças potenciais à segurança. Policiais de
fronteira de um posto de verificação ao norte de Jerusalém, por exemplo,
prenderam uma mulher palestina empurrando um carrinho de bebê que
continha uma pistola, dois pentes de munição e uma faca.73

Bens comerciais, comida, medicamentos, ambulâncias e profissionais da
área da saúde continuam a circular livremente, impedidos tão somente
pelos ataques contínuos. Os trabalhadores palestinos que têm empregos em
Israel também podem passar pelos postos de verificação com a devida
identificação; as restrições são impostas apenas quando necessárias, devido
à questão da segurança.

As barreiras não existem para humilhar palestinos, mas para garantir a
segurança de cidadãos israelenses. Infelizmente, toda vez que Israel relaxa
esta prática retirou os postos, os terroristas palestinos tiram vantagem da
oportunidade para lançar novos ataques contra israelenses inocentes.


Estudo de caso
Imagine um soldado de 19 anos de idade comandando um posto
de verificação. Chega uma ambulância e dentro dela uma mulher
que aparentemente está grávida. Ela parece estar tensa e seu
marido está igualmente ansioso. Mas o soldado foi advertido de
que havia uma ambulância que levava uma mulher grávida,
mas que não estava grávida de fato. O serviço de inteligência
disse que sob a maca da ambulância está escondido um terrorista
procurado, vestido com um cinto de explosivos para perpetrar
um atentado suicida. O dia está quente e há uma longa fila de
automóveis. Seus comandantes gritam com ele pelo rádio: “Não
permita que ambulâncias passem por aí, pois há um terrorista
numa delas!” Para complicar a cena, um cinegrafista de um
veículo noticioso está presente.

O soldado deve tomar um número incrível de decisões em um
curto espaço de tempo. Ele tem apenas 19 anos e não tem
treinamento médico. Ele sabe que se permitir que a ambulância
siga adiante com um terrorista a bordo, morrerão inocentes e ele
terá fracassado em sua missão. Por outro lado, se não houver
um terrorista nesta ambulância e ele demorar a permitir que
uma mulher realmente grávida chegue ao hospital, as vidas da
mãe e do bebê estarão em perigo. O que você faria?



MITO
“Todas as mulheres que estão participando dos ataques suicidas
são movidas unicamente pelo desejo de libertar a Palestina”.

FATO
Pode ser que algumas mulheres palestinas compartilhem da ideologia doentia
dos terroristas que acreditam que, explodindo homens, mulheres e crianças,
irão alcançar seu objetivo político, mas muitas outras são chantageadas por
homens palestinos sádico e manipuladores para realizar atentados suicidas.

Mais de 20 mulheres palestinas participaram de atentados suicidas e as organizações
terroristas que as recrutam fazem isso em parte porque acreditam
que as mulheres irão gerar menos suspeita e os soldados israelenses serão
mais reticentes em investigá-las.

Algumas mulheres foram convencidas a participar de atentados suicidas
para reabilitar suas reputações em suas comunidades, onde eram malvistas ou
fizeram algo que envergonhou suas famílias. A vergonha tem uma força muito
grande na sociedade árabe e mulheres promíscuas, adúlteras, que engravidam
foram do casamento ou têm outras condutas consideradas inadequadas
podem ser isoladas ou severamente punidas (por exemplo, maridos podem
matar esposas que os envergonharam nos chamados “crimes de honra”).

As organizações terroristas costumam usar a chantagem emocional contra
estas mulheres vulneráveis para convencê-las de que, ao realizarem um
atentado suicida contra judeus, poderão resgatar a sua honra e a da família.

O serviço de inteligência israelense tornou público um relatório que afirmava
que ativistas da Fatah chegaram a ponto de seduzir mulheres e então, depois
que elas engravidaram, usaram esta condição para chantageá-las para que
cometessem crimes hediondos. O relatório citou dois casos específicos, um
que envolvia uma mulher de 21 anos de Belém que se explodiu no mercado
de Machané Yehuda em Jerusalém, matando seis pessoas e ferindo mais de
60, e outro em que uma mulher de 18 anos do acampamento de refugiados
de Dehaishe se explodiu em um supermercado de Jerusalém, matando duas
pessoas e ferindo outras 22.74

Estes exemplos mostram os métodos implacáveis que os terroristas palestinos
usam não somente com suas vítimas, mas com seu próprio povo.

MITO
“Rachel Corrie foi assassinada por Israel enquanto protestava
pacificamente contra a demolição ilegal de uma casa palestina”.

FATO
A americana Rachel Corrie foi morta na Faixa de Gaza em 16 de março de
2003 quando entrou numa área onde forças israelenses estavam realizando
uma operação militar. O incidente ocorreu enquanto as FDI estavam retirando
folhagens – colocadas ao longo da estrada de segurança próxima à fronteira
entre Israel e Egito em Rafah para encobrir explosivos – e destruindo túneis
usados por terroristas palestinos para contrabandear armas do Egito para
Gaza. Corrie não estava se manifestando pela paz ou tentando proteger civis
inocentes; ela estava interferindo numa operação militar para demolir
legalmente uma casa vazia usada para ocultar um destes túneis.

Uma foto mal intencionada publicada pela Associated Press dava a impressão
de que Corrie estava parada diante de uma motoniveladora e gritando para o
motorista com um megafone, tentando impedir o motorista de colocar abaixo
uma construção no acampamento de refugiados. Esta foto, que foi tirada por
um membro da organização de Corrie, não foi obtida no momento da sua
morte, mas horas antes. O fotógrafo disse que ela na verdade estava sentada
e balançando os braços quando foi golpeada.75

A Ordem dos Advogados de Israel investigou o incidente e concluiu que o
motorista da motoniveladora jamais viu ou ouviu Corrie, pois ela estava atrás
dos escombros, o que obstruiu a visão do motorista, cujo campo de visão
estava limitado pelas pequenas janelas blindadas de sua cabine. Uma autópsia
descobriu que a causa da morte de Corrie foi uma queda dos escombros.76

O Departamento de Estado dos EUA advertiu os americanos para que não
viajassem para Gaza e Israel deixou claro que civis que entram em áreas
onde há soldados engajados em operações de antiterrorismo estão se
colocando desnecessariamente em risco.

Esta não foi a primeira vez que manifestantes tentam obstruir operações
israelenses e as FDI têm feito todos os esforços para evitar atingi-los. Este
caso recebeu uma grande divulgação ao redor do mundo em boa medida
porque foi o primeiro incidente deste tipo em que um manifestante foi
morto. Na verdade, o exército advertiu Corrie e outros manifestantes do
Movimento Internacional de Solidariedade (ISM – International Solidarity
Movement), anti-Israel, para saírem de lá. “É possível que eles (os
manifestantes) não fossem tão disciplinados quanto gostariam”, admitiu
Thom Saffold, fundador e organizador da ISM.77

A morte de civis inocentes sempre é trágica e a melhor maneira de evitar
tragédias desta natureza no futuro é, primeiro de tudo, que a Autoridade
Palestina coloque um fim na violência e acabe com os contrabandos que
trazem enormes quantidades de armas ilegais para a Faixa de Gaza. Os
ativistas interessados na paz deveriam estar protestando contra as ações
palestinas. Eles têm todo o direito de expressar seus pontos de vista a respeito
das políticas de Israel, mas deveriam ter o cuidado de evitar parecer que
estão do lado de terroristas, ou de estarem em locais onde podem ser
inadvertidamente atingidos pelo fogo cruzado de uma operação contraterrorista
ou em outra situação perigosa qualquer, ao entrarem numa área
onde são conduzidas operações militares.


“Independentemente de como você entende a questão, a morte
de Rachel Corrie no domingo é uma tragédia (...) mas não é mais
trágica do que as mortes de outros jovens – alguns deles,
americanos que viajaram para Israel – que morreram em atentados
a bomba cometidos por terroristas palestinos. Eles também são
dignos de ser lembrados neste dia. Independente do que você
pensa a respeito das ações de Corrie. Se foi uma mártir ou se estava
equivocada, ela pelo menos fez a sua escolha. Os terroristas palestinos não
deram qualquer chance aos jovens mortos em seus atentados. Ao nosso ver, este
é um outro tipo de tragédia para estes jovens americanos e suas
famílias”.
- OregonLive.com.78


MITO
“Os palestinos contrários ao terrorismo são
respeitados e sua liberdade de expressão
é permitida pela Autoridade Palestina”.

FATO
Um dos principais impedimentos para se falar contra o irredentismo e terror
dentro da Autoridade Palestina é a ameaça de ser assassinado. No final da
primeira Intifada, no começo da década de 1990, mais palestinos foram
mortos em lutas internas do que em confrontos com as forças de segurança
israelenses. Desde o início do levante em setembro de 1990, os palestinos,
mais uma vez, usaram da intimidação e do assassinato para tentar evitar
dissidências. Em geral, aqueles que buscam a paz ou um fim para o terror são
considerados “colaboracionistas” e, com sorte, são presos pela Autoridade
Palestina. Os que não têm a mesma sorte são assassinados, quase sempre de
maneira sádica e pública, por exemplo, sendo enforcados e pendurados em
postes de iluminação em praças. Passa-se, assim, a mensagem de que aquilo
é o que vai acontecer com qualquer um que ouse atravessar o caminho
daqueles que buscam a destruição de Israel.

Não há dados exatos a respeito do número de palestinos mortos na guerra
interna, mas um relatório de direitos humanos do Departamento de Estado
americano mostrou que 250 supostos colaboracionistas foram presos e pelo
menos 35 civis foram mortos somente em 2002. O grupo israelense de
direitos humanos Betselem registrou 142 mortes de palestinos entre
setembro de 2000 e 26 de agosto de 2003, enquanto um grupo palestino de
direitos humanos afirmou que 76 foram executados e outros 22 assassinados
entre setembro de 2000 e outubro de 2002. O Instituto de Política
Internacional para o Contra-terrorismo registrou 303 palestinos mortos em
lutas internas. Em seu relatório sobre a Autoridade Palestina para 2003, a
Anistia Internacional afirmou que “muitos palestinos” foram mortos de forma
misteriosa e que a Autoridade Palestina “deixou de investigar estes
assassinatos e nenhum dos criminosos foi levado à Justiça”.79

MITO
“A política de Israel de assassinar terroristas é ilegal e
rejeitada até mesmo pelos israelenses como fica evidenciado
pela recusa de pilotos da Força Aérea de cumpri-la”.

FATO
Como foi dito anteriormente (no Mito “A política de Israel de assassinar
terroristas palestinos é imoral e contraproducente”, neste capítulo), Israel
enfrenta a difícil questão de decidir qual a melhor maneira de proteger seus
cidadãos dos ataques de terroristas. O governo israelense acredita que uma
de guerra. As FDI jamais têm palestinos inocentes por alvo e podem ser citados
inúmeros exemplos de casos em que pilotos retornaram à base sem atirar
porque civis poderiam correr o risco de serem atingidos. Ainda assim, já houve
tragédias em que palestinos inocentes foram vítimas da guerra contra o terror.

Especialmente devido ao cuidado com os inocentes e à dificuldade em atingir
os terroristas que se escondem propositadamente entre civis, os israelenses
discutem se os ataques a alvos específicos são a melhor estratégia.

Atualmente, a população apóia esta política de forma esmagadora80 e apenas
27 pilotos – 18 deles aposentados – assinaram uma carta declarando que
não realizariam missões nos territórios. Assim como num caso anterior em
que um grupo de soldados também afirmou que não iria servir, a decisão é
um ato político que não cabe em qualquer força militar e não recebeu apoio
popular, seja dos colegas soldados ou do público em geral.

Os pilotos têm o direito de expressar suas opiniões e expressá-las dentro do
regime democrático de Israel; contudo, como outro soldados, sua obrigação
enquanto estão fardados é implementar as políticas determinadas por líderes
civis eleitos pelo tempo em que suas ordens forem reconhecidas como legais
pelos tribunais israelenses. Tanto os tribunais de Israel como a lei internacional
dão aval à atual política israelense. Enquanto isso, o debate político sobre a
correção e eficácia desta política irá com certeza continuar.

MITO
“A Autoridade Palestina está cooperando com a investigação
da emboscada terrorista que matou três americanos em Gaza”.

FATO
Em 15 de outubro de 2003, uma poderosa bomba plantada na estrada estraçalhou
um veículo blindado que fazia parte de um comboio diplomático dos EUA que
viajava ao longo da Faixa de Gaza, matando três americanos e ferindo um.

Após o ataque, os palestinos vieram ao local e “separavam peças entre o metal
retorcido com visível prazer” e arremessaram pedras na direção de investigadores
americanos que estavam presentes, forçando-os a abandonar o lugar.81

Numa cena que parece tirada do filme Casablanca, autoridades palestinas
então cercaram os suspeitos de sempre e prenderam sete homens de um
grupo qualquer que incluía ex-membros das forças de segurança palestinas.

No entanto, funcionários americanos não acreditam que estes eram os autores
do crime e uma equipe do FBI que investigava o ataque terrorista retornou
aos Estados Unidos após demonstrar desânimo com a falta de cooperação
por parte dos serviços de segurança palestinos.

Funcionários americanos afirmaram que a Autoridade Palestina deixou de
fornecer aos investigadores do FBI acesso suficiente ao local do atentado e
permitiu que civis entrassem na cena do ataque e destruíssem as evidências.

Em seguida, o governo Bush proibiu as visitas de funcionários dos EUA à
Faixa de Gaza devido à falta de cooperação com a investigação.82

Em dezembro de 2003, após três meses de obstrução, os funcionários dos
EUA informaram à Autoridade Palestina que o enviado especial John Wolf
não retornaria à região até que houvesse progressos na investigação. O
secretário-assistente de Estado dos EUA William Burns e outros funcionários
também endereçaram um conjunto de duras mensagens ao primeiro-ministro
da Autoridade Palestina, Ahmed Cureia, e outros dirigentes palestinos a
respeito disso.83

Notas
1 New York Times (14 de dezembro de 1987).
2 UPI (9 de dezembro de 1987).
3 Al-Hamishmar, Betselem (6 de dezembro de 1991).
4 Wall Street Journal (21 de fevereiro de 1990).
5 Near East Report (5 de agosto de 1991).
6 Baghdad Voice of the PLO (12 de maio de 1989).
7 New York Times (24 de outubro de 1989).
8 Al-Mussawar (19 de janeiro de 1990).
9 Wall Street Journal (21 de fevereiro de 1990).
10 Rádio Monte Carlo (23 de outubro de 1990).
11 Jerusalem Post (14 de setembro de 1991).
12 Jerusalem Report (6 de julho e 5 de outubro de 1991).
13 Near East Report, Year End Reports (1991-1993).
14 The New Republic (23 de novembro de 1992).
15 New York Times (12 de junho de 1991).
16 Daoud Kuttab. A Profile of the Stonethrowers, Journal of Palestine Studies (primavera
de 1998), pág. 15.
17 Associated Press (10 de outubro de 2001).
18 Jerusalem Post (4 de março de 2001).
19 Conclusão do Relatório Mitchell (4 de maio de 2001).
20 Citado na primeira declaração do Governo de Israel no comitê de investigação
sobre os fatos em Sharm el-Sheik, Ministério das Relações Exteriores de Israel (28
de dezembro de 2000).
21 Ibid.
22 An Engineered Tragedy: Statistical Analysis of Casualties in the Palestinian-Israeli
Conflict, September 2000-June 2002, International Policy Institute for Counter-
Terrorism (junho de 2002).

23 Jerusalem Post (22 de fevereiro de 2001).
24 Haaretz (1 de março de 2001).
25 Near East Report (5 de março de 2001).
26 Almazen, Kuwait (20 de junho de 2002).
27 Jerusalem Report (25 de fevereiro de 2002); Maariv (31 de julho de 2002); Forças
de Defesa de Israel.
28 Jewish Telegraphic Agency (8 de outubro de 2001).
29 Jerusalem Report (21 de maio de 2001).
30 CNN, Forças de Defesa de Israel, Jerusalem Report (28 de novembro de 2000);
Jewish Telegraphic Agency (21 de março de 2002).
31 James Fallows. Who Shot Mohammed al-Dura?, The Atlantic Monthly
(www.theatlantic.com) (junho de 2003).
32 Jerusalem Report (1 de abril de 2001).
33 Washington Post (17 de junho de 2001).
34 Carta de George Mitchell e Warren Rudman ao Diretor da Liga Anti-Difamação
(LAD), Abraham Foxman (11 de maio de 2001).
35 Comunicado do general-de-divisão Giora Eiland, chefe da Divisão de Operações
das FDI, à Associação de Imprensa Estrangeira, Jerusalém (20 de maio de 2001).
36 Comunicado do Departamento de Estado dos EUA (17 de abril de 2001).
37 Time (19 de abril de 2001).
38 Colin Powel. My American Journey. New York: Random House, 1995, pág. 434.
39 Washington Post (28 de junho de 1993).
40 CNN (16 de julho de 2002).
41 Haaretz (11 de fevereiro de 2001).
42 Al-Watan, Kuwait (7 de junho de 2002).
43 Jerusalem Post (21 de julho de 2002 e 5 de fevereiro de 2003) e Departamento de
Estado dos EUA.
44 Jewish Telegraphic Agency (11 de junho de 2002).
45 Foreign Report (26 de julho de 2001).
46 Washington Post (15 de agosto de 2001).
47 Jerusalem Post (2 de agosto de 2001).
48 Reuters (9 de agosto de 2001).
49 Washington Post (14 e 18 de setembro de 2001).
50 CNN (4 de novembro de 2002).
51 Fox News (3 de agosto de 2001).
52 Ronald Reagan.com; Washington Post e outras fontes de notícias.
53 Jewish Telegraphic Agency (30 de agosto de 2001).
54 Jerusalem Post (10 de agosto de 2001).
55 Jewish Telegraphic Agency (30 de novembro de 2001).
56 News Conference (12 de setembro de 2001).
57 Jerusalem Post (10 de setembro de 2001).
58 Washington Post (7 de setembro de 2001).
59 Michael Oren. Palestinians Cheer Carnage, Wall Street Journal (7 de agosto de 2002).
60 Jerusalem Post (24 de agosto de 2001).

61 Jerusalem Post (25 de abril de 2002).
62 Jerusalem Post (28 de abril de 2002); Forward (28 de junho de 2002); MSNBC (31
de julho de 2002).
63 New York Post (3 de maio de 2002).
64 Jerusalem Report (30 de dezembro de 2002).
65 New York Times (20 de abril de 2002).
66 Washington Post (26 de abril de 2002).
67 Ministério das Relações Exteriores de Israel.
68 Washington Post (31 de janeiro de 2002).
69 Ministério das Relações Exteriores de Israel.
70 Bomb Found in Red Crescent Ambulance, Haaretz (12 de junho de 2002).
71 Jewish Telegraphic Agency (30 de junho de 2002).
72 Haaretz (28 de novembro de 2002).
73 Maariv (14 de outubro de 2003).
74 Washington Times (20 de fevereiro de 2003).
75 Blackmailing Young Women into Suicide Terrorism, Ministério das Relações Exteriores
de Israel (12 de fevereiro de 2003).
76 Christian Science Monitor (2 de abril de 2003).
77 Jerusalem Post (26 de junho de 2003).
78 Washington Post (17 de março de 2003).
79 OregonLive.com (18 de março de 2003).
80 Relatório sobre as Práticas em Direitos Humanos por Países 2002. District of Columbia:
Departamento de Estado dos EUA, 2003; Betselem, Anistia Internacional, janeiro/
dezembro de 2002; Jerusalem Post (25 de agosto de 2002).
81 Numa pesquisa de setembro de 2003, 75% dos israelenses apoiavam os assassinatos
seletivos; Instituto de Pesquisa pela Paz Tami Steinmetz da Universidade de Tel-
Aviv.
82 Boston Globe (16 de outubro de 2003).
83 Haaretz (24 de outubro de 2003); UPI (21 de outubro de 2003).